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O guitarrista, vocalista, compositor e fundador da banda Kiss, Paul Stanley. Instagram/@paulstanleylive

Paul Stanley, do Kiss, alerta sobre coronavírus: ‘Distanciamento social é o mínimo'

Guitarrista usou o Twitter para desabafar sobre sistema de saúde sobrecarregado

Camila Tuchlinski, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 09h13

Paul Stanley, guitarrista, vocalista, compositor e fundador da banda Kiss, decidiu usar as redes sociais para demonstrar preocupação em relação a disseminação do novo coronavírus pelo mundo. Na quarta-feira, 11, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de covid-19 e uma série de medidas foram adotadas em vários países do mundo, como restrições de vôos, viagens e cancelamentos de eventos públicos, como shows e festivais.

Na conta oficial de Paul Stanley no Twitter, o músico fez um discurso desesperado sobre a possibilidade de o sistema de saúde, sobretudo nos Estados Unidos, não dar conta de atender todos os pacientes que precisarem ser socorridos devido ao coronavírus.

“Por favor! Pode parecer surreal. Pode parecer inconcebível. Estamos prestes a ver doenças, mortes e um sistema hospitalar sobrecarregado nunca visto em nossa vida”, escreveu para os seguidores. 

Paul Stanley também chamou atenção para a crise econômica que pode ser devastadora para o comércio, prestadores de serviço e outros setores. “As empresas estão fechando. Esta não é uma oportunidade para encontros ou festas. O distanciamento social é o mínimo. Fique em casa!”, aconselhou.

 

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Mapas mostram avanço do novo coronavírus no mundo e no Brasil

CONTEÚDO ABERTO PARA NÃO-ASSINANTES: Doença começou a ser detectada na China e logo se espalhou para outras localidades, incluindo o Brasil; veja países afetados

Redação, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2020 | 16h34
Atualizado 10 de abril de 2020 | 16h42

SÃO PAULO - Inicialmente tratado como uma "doença misteriosa", o novo coronavírus, a covid-19, começou a ser detectado na China e rapidamente se espalhou para outras localidades, sendo responsável por internações e mortes. Presente em mais de 100 países, como mostra o mapa, a doença desencadeou uma força-tarefa de cientistas e autoridades de saúde para conter o seu avanço e fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarasse pandemia.

A circulação do vírus teve início em Wuhan, na China, mas os Estados Unidos já concentram a maioria dos casos da doença e a Itália têm o maior número de mortes. Espanha e Alemanha também registram números elevados de pacientes.

No Brasil, o número de casos confirmados cresce a cada dia, com a transmissão local do vírus. São Paulo é o Estado que contabiliza mais notificações com resultados positivos e o primeiro a confirmar uma morte em decorrência da covid-19. Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina também registraram óbitos pela doença.

 

Como evitar o coronavírus

Infectologistas explicam que, apesar dos casos graves, 80% dos episódios são leves e os pacientes podem se recuperar sem necessidade de internação. O uso de máscaras é recomendado apenas para pessoas com sintomas de doenças respiratórias, como tosse e coriza.  

As principais orientações para evitar a contaminação são lavar as mãos e cobrir nariz e boca ao tossir e espirrar. As mãos devem ser lavadas com água e sabão por 20 segundos. Também é recomendado não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam higienizadas.

Caso se depare com uma pessoa com sintomas respiratórios, a recomendação da OMS é manter distância de, ao menos, um metro para evitar contato com as gotículas infectadas pelo vírus.

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Ibuprofeno deve ser evitado em caso de coronavírus, diz entidade médica

CONTEÚDO ABERTO PARA NÃO-ASSINANTES: Estudo inicial indica que remédio poderia facilitar a entrada do vírus nas células

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2020 | 05h00

Uma afirmação do ministro da Saúde da França, apoiada em estudo publicado nesta semana na revista científica Lancet, acendeu um alerta sobre a possibilidade de o uso de anti-inflamatórios como ibuprofeno piorar a infecção pelo coronavírus.

O alerta correu as redes sociais ontem, causando dúvidas. Especialistas brasileiros dizem que, embora não haja evidências científicas robustas dessa associação, o ideal é evitar a utilização do remédio em caso de covid-19 enquanto outras pesquisas não forem feitas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o ibuprofeno deve ser evitado por aumentar os níveis de um receptor que facilita a entrada do vírus nas células. “O estudo traz um caso preliminar, hipotético, de que esse receptor facilitaria a entrada do vírus na célula. Essa recomendação de não utilização, portanto, é preventiva, até porque temos medicamentos alternativos para tratar os sintomas”, explica Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da SBC.

Opinião semelhante tem Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor médico do Grupo Fleury. Para ele, a associação entre o uso do remédio e o agravamento da doença ainda é preliminar porque não foi descrita em muitos estudos, mas, na dúvida, diz ele, a recomendação é evitar o medicamento. “Se fosse meu paciente, eu não daria ibuprofeno, optaria por outras medicações”, explica.

Fator. Na postagem em que fez o alerta, o ministro da Saúde francês, Olivier Verán, escreveu que “tomar medicamentos anti-inflamatórios (ibuprofeno, cortisona...) pode ser um fator para agravar a infecção”. “Se tiver febre, tome paracetamol. Se você já estiver tomando medicamentos anti-inflamatórios ou estiver em dúvida, consulte seu médico”, escreveu.

Consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei explica que as evidências de que anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno, agravam casos de covid-19 ainda são frágeis, mas explica que já há diversos estudos comprovando que os anti-inflamatórios hormonais, conhecidos como corticoides, sabidamente pioram as infecções por coronavírus. Dessa forma, ela alerta, remédios como prednisona e dexametasona não devem ser utilizados em caso de coronavírus.

OMS. Nesta quinta, 19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que está ciente das preocupações sobre o uso do ibuprofeno por pacientes com o novo coronavírus, mas que não desaconselha o uso do medicamento nesse tipo de caso. A entidade disse que tem consultado médicos que tratam pacientes infectados com o vírus e "não tem conhecimento de nenhum informe sobre efeitos negativos, além daqueles comuns que limitam seu uso em certas populações

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