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Paul Simon comemora 25 anos de 'Graceland' com show em Londres

Cantor reuniu a banda original que gravou o disco para o festival Hard Rock Calling

ANGUS MACSWAN, Reuters

16 de julho de 2012 | 12h57

LONDRES - O cantor e compositor Paul Simon comemorou o 25º aniversário de seu álbum clássico Graceland com um espetáculo musical africano em Londres na noite de domingo, 15, deixando para trás todas as lembranças remanescentes da polêmica sobre a sua criação na época do Apartheid na África do Sul.

Simon reuniu a banda original do Graceland, liderada pelo guitarrista Ray Phiri, para o festival Hard Rock Calling e trouxe ainda o Ladysmith Black Mambazo, o grupo zulu acapella, canção original Homeless os levou à fama mundial.

Diversas outras estrelas ajudaram, incluindo Hugh Masekela, o lendário trompetista de jazz sul-africano, que foi exilado durante o Apartheid, e o rei do reggae Jimmy Cliff.

Enquanto a multidão no Hyde Park de Londres dançava, era difícil imaginar que tal música alegre no passado causou uma tempestade política.

Em 1985, Nelson Mandela ainda estava na prisão e o Apartheid, sistema de segregação racial do governo de minoria branca, mantinha a maioria negra da África do Sul sob controle acirrado.

Inspirado por uma fita de música local, Simon voou de Nova York a Johanesburgo para gravar faixas com músicos negros. Mas ao fazê-lo, ele violou um boicote cultural da Organização das Nações Unidas (ONU).

Quando Graceland foi lançado em 1986, atraiu a ira de muitos ativistas anti-Apartheid, incluindo o Congresso Nacional Africano. Críticos acusaram Simon de explorar os músicos e impulsionar o Apartheid do governo.

Mas o álbum vendeu milhões de cópias, chamou atenção dos fãs de rock ocidentais para a música da África do Sul e seus problemas, e reviveu sua carreira em decadência. Ele finalmente fez as pazes com o CNA, e a África do Sul se tornou uma nação livre e democrática com a eleição de Mandela como presidente em 1994.

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