Fabio Motta Estadão
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Paul McCartney toca em arena lotada no Rio

Ex-Beatle começou o show na noite desta quarta-feira com 'Eight Days a Week' e 'Save Us', e ainda emendou um 'boa noite, cariocas'

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 20h57

Atualizada às 7h40 de 13/11

RIO - Depois de quase três horas de show, Paul McCartney encerrou sua única apresentação da turnê Out There! no HSBC Arena, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O show para 14.800 pessoas teve direito a quatro homenagens e dois bis.

Logo que as primeiras imagens do ex-Beatle apareceram no telão, às 22h, o público foi ao delírio. Quando o cantor subiu no palco, antes mesmo de cantar a primeira música, os fãs gritaram seu nome a plenos pulmões. Macca respondeu com acenos e sorrisos.

Depois de cantar Eight Days a Week e Save Us acompanhado de toda a arena, ele disse as primeiras frases em português: "Oi, Rio! E aí?". E emendou com "boa noite, cariocas", bem puxado no "s", como falam os anfitriões. Em seguida, disse que tentaria falar em português, mas que falaria mais em inglês. "Beleza?", perguntou. E ainda garantiu estar "muito feliz por voltar ao Rio".

O ponto alto do show foi na música Live and Let Die, tema do filme 007 - Live or Let Die. Paul tocava piano quando de repente o público ouviu uma explosão: jatos de chama foram lançados na frente e atrás do palco. Depois, fogos foram lançados na arena. O público respondeu cantando, com gritos e aplausos.

A primeira homenageada foi Nancy Shevell, mulher de Paul, para quem ele cantou My Valentine. No telão central, dois atores traduziam a música para a linguagem de sinais. Linda McCartney, primeira mulher do cantor morta em 1998 vítima de câncer de mama, foi lembrada em Maybe I'm amazed. John Lennon foi homenageado com Here Today e George Harrison com Something.

No primeiro bis, Paul voltou ao palco segurando uma bandeira do Brasil, assim como toda a banda, exceto o baterista que levou a bandeira da Inglaterra. Em português, incitou o público "E aí, querem mais?". Depois da resposta do público, completou "Aqui tá bombando".

Após cantar a última música, The End, ele agradeceu em português: "Obrigado, obrigado, obrigado Rio. Vejo vocês na próxima vez".

Ansiedade. Os portões do HSBC Arena ainda estavam fechados por volta das 20h, e a ansiedade para encontrar com o ídolo Paul McCartney era maior que os pequenos Tiago Ramos, de 11 anos, e Maria Luisa Ruas, de 9. Eles assistirão pela primeira vez um show do eterno Beatle juntos as respectivas famílias.

Influenciado pelo pai Eduardo Ramos, de 44, Tiago tem as músicas preferidas dos Beatles, na ponta da língua: Let It Be, Yesterday e I'll Follow the Sun. "Gosto de todas", diz o menino. A família tentou ir a um show da turnê Out There! no ano passado, quando passou por Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza, mas não conseguiram viajar por questões familiares. "Desta vez, no Rio, não poderíamos perder", afirmou a mãe Renata, de 42.

Já Maria Luisa foi influenciada pela tia Katherine Ruas, de 40. Aficionada por Paul McCartney, a família diz que ela foi a todos os shows de Macca no Brasil e a sobrinha não via a hora de curtir uma apresentação no Rio. "Eu já tinha pedido para me trazerem há muito tempo. Queria ter ido no show do (estádio) Engenhão (em 2011)".

Para a mãe Fabiana, de 38, e os avós Leny, de 65, e Luiz Alberto, de 64, este é o terceiro show - os outros dois foram no Maracanã (1990) e no Engenhão. "Essa era a hora para ela vir", disse a mãe Fabiana.

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