Jotabê Medeiros/AE
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Paul McCartney ressuscita beatlemania no Nordeste

Em Recife, fãs fazem vigílias de até 30 horas para esperar show do ex-Beatle

Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo,

21 de abril de 2012 | 19h11

RECIFE - Desde que Paul McCartney chegou ao Recife, às 2h da madrugada desde sábado, a rotina da cidade mudou. Vigílias de até 30 horas de fãs entusiasmados e curiosos exaltados, tanto na porta do Estádio do Arruda quanto na do hotel na Praia de Boa Viagem onde o Beatle se hospeda, fazem parecer que o Recife é a Swinging London de 1966.

 

Na porta do hotel, até quem veio ao Recife para ver Chico Buarque e Los Hermanos, ambos no programa deste final de semana, mudou de foco por algumas horas para esperar a saída de Paul em direção ao Arrudão (onde muita gente dormiu da noite de sexta para sábado na fila). Mais de 30 policiais e batedores montaram um esquema de segurança na porta do hotel, mas até os policiais checavam a todo momento seus celulares para deixar no modo fotografia na hora certa.

 

Malucos belezas da Praia de Boa Viagem, em sua euforia alcoólica, juntaram-se a socialites locais, crianças curiosas e fãs de carteirinha dos Beatles na caçada. De vendedores de algodão doce a bebuns que gritavam “Paul McCarter!”, a avenida se encheu de gente. Ao chegar ao hotel, o ator Edson Celulari pensou que tinha se tornado mais célebre do que é na verdade, centenas gritavam o nome dele.

 

Paul McCartney só saiu por volta das 17h, e não se fez de rogado, deu a mão para fãs, sorriu, mandou beijos e desfilou com a porta do carro aberta, ao lado da mulher, Nancy Shevell. Toda a ação não durou mais do que um minuto e meio, mas foi o suficiente para ensandecer a vizinhança. O agente de Paul filmou a multidão com uma câmera, e ele seguiu em cortejo para o estádio. Paul chega num momento duro para Pernambuco: a seca no Estado já atinge 29 cidades e mais de 300 mil pessoas. A cidade do Recife também está chocada com a revelação de uma gangue que praticava canibalismo. Mas os fãs na praia esqueceram por um momento as agruras do noticiário duro e só queriam mostrar os seus troféus de uma longa espera. “Véio, eu toquei na mão do Paul McCartney, você tá entendendo?”, gritava o rapaz ao celular. 

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