Aaron Josefczyk/ Reuters
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Paul McCartney deve aguardar mais para recuperar direitos sobre canções dos Beatles, diz Sony/ATV

Em 1985, músico fez uma oferta pelos direitos de canções 'I Want to Hold Your Hand', 'Yesterday' e 'Hey Jude', mas Michael Jackson deu um lance maior

Jonathan Stempel, Reuters

14 Março 2017 | 14h46

Paul McCartney, que espera há décadas para recuperar a propriedade das canções dos Beatles, deveria esperar um pouco mais em vez de ir adiante com sua ação civil contra a Sony/ATV Music nos Estados Unidos, disse a empresa alvo do processo.

Em um documento apresentado ao tribunal de Manhattan na segunda-feira, 13, um advogado da Sony/ATV disse que a companhia jamais contestou a validade das notificações de Paul, que pedem que a Sony/ATV ceda os direitos autorais das canções a partir de outubro de 2018.

Como resultado, a ação apresentada pelo músico em 18 de janeiro "busca sem permissão um aconselhamento sobre uma reivindicação hipotética" e deveria ser recusada por ora, escreveu o advogado Donald Zakarin.

Os advogados de Paul não comentaram de imediato nesta terça-feira, 14.

Em 1985, Paul McCartney, hoje com 74 anos, fez uma oferta pelos direitos de canções creditadas a ele e a John Lennon, como I Want to Hold Your Hand, Yesterday e Hey Jude, mas Michael Jackson deu um lance maior.

Estes direitos foram incorporados uma década mais tarde pela Sony/ATV, uma joint venture da Sony Corp. No ano passado o espólio de Michael vendeu sua parte à Sony por 750 milhões de dólares.

Paul entrou com o processo um ano e meio depois de um tribunal do Reino Unido rejeitar reivindicações semelhantes do Duran Duran contra a Gloucester Place Music, uma unidade da Sony/ATV, dizendo que os contratos do grupo pop são governados pela lei britânica e impedindo seus integrantes de exigir sua posse.

Zakarin disse que as reivindicações do ex-Beatle também estão sujeitas à lei britânica e que ele deveria esperar a conclusão do processo do Duran Duran, mas Paul quer que a corte declare que ele não viola nenhum contrato exercendo seus direitos de encerramento contratual. Seu caso poderia afetar outros artistas que assinaram contratos fora dos EUA. 

 

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