EFE/Jason Szenes
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Patti Smith lança documentário sobre o clássico disco 'Horses'

Cantora e compositora apresentou o filme 'Horses: Patti Smith and her Band' no Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York

Sergi Santiago, EFE

24 Abril 2018 | 10h11

NOVA YORK — Patti Smith lançou nesta segunda-feira, 23, um documentário no Festival de Cinema de Tribeca e aproveitou a ocasião para apresentar um breve show do qual participaram seus amigos Bruce Springsteen e Michael Stipe, líder do R.E.M.

"Jesus morreu pelos pecados de alguém, mas não pelos meus." Assim começa Horses (1975), o disco de estreia da cantora que dá nome ao novo documentário, dirigido por Steven Sebring.

Horses: Patti Smith and her Band mostra os shows que Smith deu em Los Angeles ao comemorar o 40.º aniversário do álbum que a lançou, assim como os detalhes dos bastidores.

+ Patti Smith, 70 anos

A artista tocou no festival alguns de seus hinos, como a canção que começa o disco, Gloria (In Excelsis Deo), uma versão da música de Van Morrison, à qual, em 1975, acrescentou versos inéditos e partes de seus poemas.

Esses versos, que faziam referência a Jesus, escandalizaram os mais puritanos, que não podiam acreditar que uma moça criada em uma família de Testemunhas de Jeová pudesse blasfemar assim, ainda que Patti Smith tenha sido sempre um verso solto.

Uma vez que acabou o colégio, começou a trabalhar numa fábrica, o que detestava, mas que inspirou suas primeiras canções, e pouco depois deu à luz uma menina que deu para adoção em 1967.

No mesmo ano, abandonou Nova Jersey e se mudou para Manhattan, onde conheceu o "artista de sua vida", o fotógrafo Robert Mapplethorpe, com quem começou uma relação complexa marcada pela homossexualidade dele e pela pobreza em que viviam.

Os retratos que Mapplethorpe tirou de Smith serviram como capas de seus discos, e, depois de separados, continuaram bons amigos até a morte do fotógrafo por conta da aids em 1989.

Uma das capas mais lembradas é a de Horses, em que Smith posa diante da câmera com sua habitual aparência andrógina e com um terno.

A gravação do álbum foi um "inferno", segundo Smith, que logo se arrependeu de escolher o fundador do The Velvet Undergroung, John Cale, como produtor, já que ambos tinham um temperamento forte e as brigas eram constantes.

"Tudo que eu buscava era uma pessoa técnica. Ao invés disso, encontrei um artista totalmente maníaco. Quis escolher uma aquarela cara e me deram um espelho", disse uma vez à revista Rolling Stone.

Aos 71 anos, Smith pode se gabar de ter composto verdadeiros hinos do punk e de ter deixado sua marca em artistas do calibre de U2, R.E.M, The Smiths, Sonic Youth e Madonna.

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