Stephane de Sakutin/Pool via Reuters
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Paris se esforça para restaurar o órgão da Catedral de Notre-Dame

Instrumento não foi queimado pelas chamas que destruíram o teto e o pináculo da catedral em 15 de abril de 2019, mas foi coberto por fuligem e danificado pela umidade

Geert De Clercq, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 08h47

O grande órgão de Notre-Dame começou a ser desmontado nesta segunda-feira, 3, para que especialistas comecem a restaurá-lo até o quinto aniversário do incêndio que danificou a catedral de Paris.

O órgão - maior instrumento musical da França - não foi queimado pelas chamas que destruíram o teto e o pináculo da catedral em 15 de abril de 2019, mas foi coberto por fuligem e danificado pela umidade.

“É um milagre que tenha sobrevivido. Um órgão como este é enorme e parece indestrutível, mas na verdade é muito frágil”, disse um dos organistas oficiais de Notre-Dame Olivier Latry, à rádio Europe 1.

Os funcionários desmontarão seus cinco teclados, os pedais e os 109 registos que controlam o fluxo de ar para seus 8.000 tubos, alguns com até 10 metros de altura.

O órgão, que fica embaixo da enorme janela rosa gótica da catedral, foi concluído em 1867, pouco depois do pináculo que desabou no telhado durante o incêndio.

“Mal podemos esperar para que Notre-Dame e o órgão sejam restaurados. Há uma espécie de mágica entre este instrumento e este local... ele faz as pedras cantarem”, afirmou outro organista da catedral, Philippe Lefebvre, à emissora de televisão TF1.

O presidente francês, Emmanuel Macron prometeu, depois do incêndio, reconstruir Notre-Dame em até cinco anos.

Autoridades da igreja também esperam que Notre-Dame abra para missas até 2024, quando Paris sediará os Jogos Olímpicos.

 

 

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