Irfan Khan/ Reuters
Irfan Khan/ Reuters

Paramédicos que socorreram Michael Jackson depõem contra Conrad Murray

Testemunhas devem confirmar depoimento prévio de que cantor já estava morto quando ambulância chegou

estadão.com.br com agências internacionais,

30 de setembro de 2011 | 12h58

LOS ANGELES - Os paramédicos que atenderam ao chamado de emergência para socorrer Michael Jackson no dia de sua morte prestarão depoimento nas próximas horas no julgamento do médico Conrad Murray, acusado de ser responsável pelo falecimento do cantor.

 

Martin Blount e Richard Seneff já haviam testemunhado em uma audiência preliminar que Murray não mencionou ter ministrado o anestésico propofol, tendo dito que Jackson perdeu a consciência minutos antes de chamarem uma ambulância.

 

Os dois acreditam que Michael Jackson já estava morto quando chegaram à mansão, em junho de 2009, mas Murray teria insistido que o cantor fosse levado para um hospital para tentativas de reanimação.

 

Com os depoimentos de Blount e Seneff, o julgamento pela morte de Michael Jackson conclui nesta sexta-feira sua primeira semana de testemunhos.

 

 

As primeiras pessoas a depor detalharam a situação vivida na mansão do "Rei do Pop", em Los Angeles, no dia de sua morte.

 

Segundo o diretor de logística de Jackson, Alberto Álvarez, testemunha-chave do caso por ser um dos primeiros a entrar no dormitório do cantor em 25 de junho de 2009, o cantor parecia estar morto antes da chegada da equipe de emergência. Álvarez entrou no quarto às 12h20 locais, e o cantor foi declarado oficialmente morto duas horas mais tarde no hospital UCLA de Los Angeles.

 

A testemunha viu Jackson deitado sobre o sua cama, com a cabeça voltada para a porta, com os olhos e a boca abertos. A cena foi presenciada pelos filhos mais velhos do cantor, Prince Michael, de 14 anos, e Paris, de 13, que se mostraram visivelmente abalados.

 

Álvarez relatou que Murray realizava uma massagem cardíaca em Jackson de forma pouco ortodoxa, usando uma só mão, e que interrompeu a reanimação para recolher frascos de remédios e uma bolsa que continha propofol, supostamente com a ideia de ocultar provas.

 

Foi esse membro da equipe de Jackson quem chamou os serviços de emergências por indicação de Murray.

 

A defesa do médico tentou contrapôs os testemunhos apresentadas até agora exclusivamente pela acusação e sustenta que foi o próprio Jackson quem, por supostamente ser viciado em medicamentos, tomou a dose letal de propofol.

 

Os advogados de Murray insistem que o "Rei do Pop" pedia que lhe administrassem propofol para combater sua insônia, uma substância de cor branca que ele chamava de seu "leite".

 

Jackson morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade, vítima de uma overdose de remédios, especialmente do potente anestésico propofol, que, segundo a promotoria, foi administrado por seu médico pessoal, Conrad Murray.

 

Se condenado, Conrad Murray pode ser pegar pena de até 4 anos de prisão.

 

(Informações da Associated Press e EFE)

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