Paralamas falam de fãs, MP3, Chico Buarque e do recente CD

Entre CDs de estúdio e ao vivo, coletâneas e DVDs, eles somam mais de 20 trabalhos. Inspirados pela sonoridade de bandas como The Police e o amor pelo rock, reggae e o ska, somam 23 anos de carreira. São os Paralamas do Sucesso. Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, em entrevista no Rio à Eldorado FM, para o programa Canta Brasil, revelaram como lidam com os fãs e a revolução causada pelo MP3. Também refletiram sobre o que ainda têm para mostrar após experimentarem todos os tipos de formato de gravação. E, também, como receberam a escolha da canção Deus lhe Pague, de Chico Buarque, em uma enquete realizada no site da banda para definir qual música de outros artistas os fãs achavam que o power trio deveria registrar, entre outras curiosidades. Jornal da Tarde - Por que escolheram o título Hoje para o trabalho? Barone - É sempre difícil dar nomes para as músicas e o disco. Depois de meses trabalhando no CD, batizamos uma das faixas de Hoje. Na hora que decidimos escolher o nome do álbum, encontramos o nome dessa canção como representativo do que estamos fazendo agora. Como receberam a escolha de Deus lhe Pague, de Chico Buarque, na enquete realizada no site da banda para definir qual música de outros artistas os fãs achavam que o trio deveria gravar? Barone - A gente fez uma homenagem para uma música densa e muito importante na história da MPB. Ficamos felizes com o resultado obtido. Qual música foi a segunda ? Bi - Todo o Carnaval Tem Seu Fim, de Los Hermanos. Os fãs podem aguardar algo parecido para os próximos CDs? Barone - A idéia de fazer uma enquete com os fãs da banda não é nova. Um monte de banda já usou esse recurso e é uma maneira de pagar uma consideração e um respeito com os nossos fãs. Mas essa idéia de fazer uma enquete e usar um pouco mais esse recurso do site oficial da banda foi a primeira vez. E o novo DVD? Barone - Os Paralamas do Sucesso hoje nada mais é do que o CD gravado ao vivo. Tem alguns extras e o making of da gravação do CD e algumas músicas a mais que são uma surpresa para quem adquirir o DVD (risos). Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, vem participando dos shows dos Paralamas? Herbert - A idéia de trazer o Andreas para participar dos shows é mostrar para a rapaziada a química que rola quando ele participa. De todas as músicas dos Paralamas, existe uma mais especial? Bi - Alagados levou a gente para outros países e por isso nós temos um carinho especial por ela. No site oficial, você assina algumas mensagens. Como é essa preocupação com os fãs que acessam o site oficial da banda? Barone - Eventualmente colo umas mensagens, dou uma checada no que o pessoal está falando no mural e passo essas informações para o Bi e o Herbert. Acho a internet uma ferramenta sensacional. Como vocês lidam com a revolução causada pelo MP3? Bi - Eu não lido com esse tipo de mídia. Adoro um disquinho de verdade. Estou muito atrasado para chegar ao século 21. Barone - Ao mesmo tempo, a gente reconhece a importância dessas novas maneiras de armazenar sons. Estamos vivendo no limiar de uma nova era, em que a música vai ter outros meios para ser passada adiante. Isso mexe com a maneira com que as gravadoras funcionam. Em tempos de revival dos anos 80, qual é a importância dessa década para o rock nacional?Herbert - É um feito bastante enérgico nos nossos corações. A gente se sente muito feliz de participar dessa geração. Barone -Virou uma piada interna na banda, que estamos cada vez mais longe dos anos 80 e mais perto dos 80 anos (risos). Com 23 anos de carreira, o que a banda ainda tem para mostrar? Barone - O fato de a gente ter chegado aqui depois desse anos todos, com vontade de querer tocar igual ao início da carreira, faz com que a gente tenha vontade de ir em frente. Num momento, a gente não tem música nenhuma. A gente se junta e, de repente, tem música. Enquanto isso acontecer vamos insistindo.

Agencia Estado,

18 de abril de 2006 | 12h02

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