Paradas de música eletrônica trocam acusações

E a briga na música eletrônica continua. Depois da morte do jovem C.G.O. de 16 anos, que pulou no lago do Ibirapuera no final da Parada da AME no último domingo (e cujo corpo foi encontrado na madrugada depois do evento), a Parada da Paz, que acontecia no mesmo local e acabou sendo esvaziada pelo evento da ONG, saiu em defesa do seu projeto, com a ameaça da Polícia Militar de extinguir tal tipo de evento dos calendários da cidade de São Paulo. "Lamentamos o incidente ocorrido na Parada da AME, mas esta não é a Parada da Paz", informa comunicado do Mercado Mundo Mix, idealizador da parada sem apoio. "A Parada da Paz é a maior parada de música eletrônica da América Latina, e acontecerá no início do ano que vem."O comunicado, que está circulando pelos e-mails de pessoas da cena, segue dizendo: "organizar uma parada eletrônica não é tarefa para amadores. Sempre houve em nossos eventos seguranças particulares por ali, impedindo que alguém entrasse na água e pudesse afogar-se. A Coordenadoria da Juventude resolveu co-realizar uma parada semelhante à nossa, junto à ONG AME (Amigos da Música Eletrônica), que, registre-se, foi criada há apenas 2 meses, com o principal objetivo de realizar uma parada concorrente. E agora, depois de uma parceria que rendeu um ótimo retorno de imagem ao órgão e à Prefeitura, resolvem fazer uma parada com a força da Prefeitura. Trocando em miúdos, patrocinada por você, contribuinte."Claro que isso chegou aos ouvidos da AME, que responde: "Estamos profundamente sensibilizados com este trágico acidente. E mais chocados ainda ficamos ao ler a nota dos organizadores da Parada da Paz, na qual eles se aproveitam dessa tragédia, de forma mesquinha e sórdida, para tentar denegrir um evento pautado pela correção e pelo amor à música." E ameaça: "indignados com a criminosa afirmação, a direção da AME já tomou as medidas legais cabíveis para condenar o Mercado Mundo Mix pelos crimes cometidos."

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