Para quebrar o gelo, Lollapalooza traz uma banda do Alasca: Portugal. The Man

Confessando influência de David Bowie, mas também de T-Rex e Pink Floyd, trupe é uma das novidades do festival

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

03 de abril de 2014 | 18h43

Para um indie, a cena musical no Alasca não era muito animadora há alguns anos. "Quando eu estava crescendo, não era muito bom. Só tinha banda de metal. A primeira vez que toquei numa banda, inclusive, foi numa banda de metal instrumental – tivemos de improvisar porque o cantor estava na cadeia. Mas hoje isso mudou muito, a cena cresceu, e nós temos uma comunidade muito participativa, que apoia os grupos de lá", contou ao Estado o baixista Zach Carothers, da improvável Portugal. The Man, banda de Wasilla, Alasca, em sua primeira turnê pela América do Sul.

 

Portugal. The Man é uma das novidades musicais do Lollapalooza 2014, uma banda que tem tudo para encorpar nos próximos anos. Encabeçada pelo falsete de John Gourley, eles acabam de estourar mundo afora com seu disco Evil Friends, que traz a marca de um mago da produção, Danger Mouse.

"No começo, foi muito intimidativo, nós somos muito fãs dele. Mas ele é muito pé no chão, nos deixou muito confortáveis, e além de talentoso é muito esperto. Aprendemos muito com ele. Não nos obrigou a nada, porque também é um artista, tocou com o Gnarls Barkley. Sacou muito rapidamente nosso som e a colaboração foi muito completa", diz Carothers.

Carothers admite a influência colossal da fase Ziggy Stardust de David Bowie em seu som. "De fato, é uma de nossas grandes referências. O nome da banda, Portugal. The Man, inclusive, tem a ver com Bowie. Assim como ele criou um personagem, nós queríamos um nome que fosse fantasioso, mas que pudesse representar mais que um personagem. Então escolhemos um País. Portugal, a gente concordou, seria um nome fantástico para uma pessoa. Aí veio o ponto final e depois O Homem", diz o baixista, acrescentando que, apesar de ser uma marca muito forte a associação com aquela fase da música de Bowie, eles se ligam muito no T-Rex, no Pink Floyd, e "em outras fases de Bowie".

Bom, a explicação sobre o nome da banda é sempre a mesma, mas parece que ainda está para nascer alguém que a compreenda perfeitamente. De qualquer forma, no palco, o som é fluido e psicodélico e lembra também bandas como MGMT. Danger Mouse acentuou algum toque neosoul. O público já conhece e canta junto com o grupo o quase hit Creep in a T-Shirt. "É a minha música favorita do disco. Mas, como todo mundo, quando a gente faz uma música não tem ideia de que pode vir a se tornar um hit. Somos grandes fãs do ato de compor, burilamos muito, fazemos um trabalho duro em estúdio. Às vezes, é natural a reação dos ouvintes, às vezes demora."

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