José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Para diretor artístico, Osesp agora tem 'curadoria'

Arthur Nestrovski assumiu posto em 2010, no lugar de John Neschling

João Luiz Sampaio, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2014 | 03h00

Quando assumiu a direção artística da Fundação Osesp, em 2010, Arthur Nestrovski não apenas substituiu o maestro John Neschling - também inaugurou um novo formato de gestão, em que o regente titular não é necessariamente o diretor artístico. É um modelo comum mundo afora, mas novo no Brasil - e os resultados têm sido avaliados dentro do conselho de administração, algo natural em um momento no qual se começa a renegociar o contrato da maestrina Marin Alsop. 

Mas Nestrovski conta que não tem encontrado resistências. “É um modelo que exige flexibilidade de todas as partes, muita conversa. E tem grandes vantagens: a principal delas é que não sou regente e, portanto, não estou em competição com maestros e posso me dedicar a ter sempre os melhores à frente da orquestra. Também não tenho que ficar aprendendo obras novas o tempo todo”. 

Com isso, ele tem tempo, acredita, de pensar a programação como um todo e mostrar às pessoas que as atividades da fundação não se limitam à orquestra mas também aos recitais, séries didáticas, concertos de câmera, ao Festival de Inverno de Campos do Jordão. “Tem sido essa minha principal contribuição, acredito, além de elevar o nível dos maestros e solistas com que o grupo se apresenta: dar a todas as atividades um sentido de curadoria”, diz.

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