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Para Amy, com carinho, do seu irmão Alex

Mostra em Londres traz em fotos, cartas, roupas a intimidade de Amy Winehouse, que morreu há dois anos

Pedro Caiado ESPECIAL PARA O ESTADO / LONDRES,

26 de agosto de 2013 | 07h55

Há dois anos, no dia 23 de julho, aos 27 anos, morria a cantora Amy Winehouse, oficialmente por overdose alcoólica. Em 2013, quando a cantora completaria 30 anos de idade - em 14 de setembro -, uma grande mostra foi aberta, em Londres, para homenageá-la. Localizada no Museu Judaico, em Camden Town, o bairro que virou sinônimo de Amy Winehouse, a exibição traz peças da intimidade da cantora, algumas reveladoras, que ajudarão os fãs a compreender mais da mente por trás da voz e da música, além de sua grande forte personalidade. 

 

Organizada pelo irmão, Alex Winehouse e sua mulher, Riva, a exposição Amy Winehouse: Um Retrato de Família tem como objetivo maior mostrar que a cantora era normal.

 

“Eu e minha esposa entramos em contato com o museu judaico no início do ano para sediar uma exibição dedicada a Amy. Nós sentimos que essa seria uma maneira de mostrar a ela que sentimos sua falta, em contraste com a representação muitas vezes negativa feita pela mídia”, disse Alex. 

“Não é um memorial ou um santuário a alguém que morreu, é um retrato de uma menina judia com grande talento. Eu não espero tirar nenhuma recompensa dessa mostra, mas quero que os visitantes entendam o que é ser parte da nossa família”, completa ele. 

 

Em entrevista ao jornal britânico Observer, recentemente, Alex admitiu que a real causa da morte da irmã foi bulimia. “Ela teria morrido de qualquer maneira, mas o que a matou de verdade foi a bulimia; a deixou fraca muito fraca”, revelou.

 

A nova exibição traz fotos (muitas da época de colégio), cartas, CDs, livros, roupas, sapatos e anotações de Amy desde a época de escola, que ajudam a compreender a pessoa por trás da personalidade explosiva. Em uma redação da escola de teatro que frequentava, Amy escrevia: “Por toda minha vida eu tive de ser barulhenta ao ponto de ser mandada calar a boca. Você tem de gritar para ser ouvida na minha família”. Em outro trecho, por volta dos 14 anos, ela observou: “É uma ambição antiga. Quero que as pessoas ouçam a minha voz e esqueçam de seus problemas por cinco minutos”. 

 

Há uma explicação carinhosa feita por Alex para cada peça exposta na mostra, que vai até o dia 15 de setembro.

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