Pão Music faz 10 anos com Doces Bárbaros

O projeto Pão Music estácomemorando dez anos de apresentações de shows gratuitos e, paratal ocasião, vai reunir nos palcos do Rio e de São Paulo, nocomeço de dezembro, os Doces Bárbaros - Caetano Veloso, GalCosta, Maria Bethânia e Gilberto Gil -, que há 25 anos não seapresentam juntos. Durante este ano, cada um desses quatrocantores fez shows individuais com convidados, uma espécie depreparação para a esperada reunião. O projeto do Grupo Pão de Açúcar utiliza os benefíciosda Lei Rouanet há quatro anos, o que ajudou o Pão Music a tercomo estimativa fechar sua história, por enquanto, com umpúblico estimado em 6 milhões de pessoas. Para o ano que vem, odiretor de Marketing do Grupo Pão de Açúcar, Eduardo Romero, dizque haverá um aumento de investimentos. Não revela o valor nemas próximas atrações - "Estamos ainda planejando o projeto de2003" -, mas indica o aumento dizendo que o Pão Music serápermanente em Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Bauru,além de São Paulo (onde ocorre desde o início) e Rio (já háquatro anos recebendo o projeto). Outra novidade será oferecerna capital paulista um novo equipamento de alta tecnologiadesenvolvido estritamente para shows ao ar livre, importado daAlemanha. Em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Grupo Pãode Açúcar deixará o novo palco permanentemente no Parque doIbirapuera - numa colaboração com o "processo de embelezamento da cidade", comocomenta Romero. O Pão de Açúcar também importou mais outros dois palcoscomo esse: um ficará no Rio e o outro percorrerá as outrascidades que o projeto engloba e que englobará a partir dopróximo ano. A série de shows gratuitos ao ar livre teve início emSão Paulo, no Vale do Anhangabaú e até 1996 o projeto erachamado de Sampa Show. Desde aquela época, a idéia principal eraoferecer apresentações de diversos nomes da Música PopularBrasileira de um jeito comunitário, para todas as classessociais. "A música tem esse poder de aglutinar pessoas, comonum movimento pacífico", diz o diretor de Marketing do Pão deAçúcar. "O projeto promove shows sem onerar o setor público, jáque é feito pela iniciativa privada, ganha prestígio entre osartistas já que os remunera, ganha a credibilidade com o públicoque assiste a uma apresentação de qualidade que muitas vezes sóé montada em casas especiais de shows", defende Romero. Com todas essas características, o Pão Music - esse nomecomeçou a ser usado em 1997 - foi se estendendo e hoje podecontar que promoveu shows tanto no eixo Rio-São Paulo quanto emFortaleza e Brasília. "No ano passado, em Fortaleza, reunimosmais de 100 mil pessoas." Para citar alguns entre tantoscantores e bandas brasileiras - e alguns estrangeiros convidados- de todos os estilos, já participaram do projeto Ed Motta, ElbaRamalho, Martinho da Vila, Titãs, Djavan, Luiz Melodia, MiltonNascimento, Leandro & Leonardo, Julio Iglesias, Tonny Bennett,Maestro Zubin Mehta, Rita Lee, Tim Maia e Marisa Monte - essa,aliás, primeiro e segundo recordes de público (no ano passado,190 mil pessoas assistiram a seu show e em 1989, foram 180 milpessoas). Agora, finalizando 2002 com a apresentação dos DocesBárbaros, há uma estimativa de fechar o ano com público de 1milhão e 800 pessoas em todas as cidades onde ocorreu. Eduardo Romero diz que o Pão Music de 2002 utilizoumenos os incentivos da Lei Rouanet do que os anos anteriores.Cerca de 70 a 80% dos recursos utilizados no projeto são de capital próprio do Grupo Pão de Açúcar,que teve faturamento bruto em 2001 de R$ 9, 9 bilhões - "oincentivo para nós estimula o investimento, já que o projetoproporciona qualidade de vida. Os shows são no parque e naspraias, lugares de lazer. Por isso, o projeto é aprovado hátantos anos", diz Eduardo Romero. Além do projeto de showsgratuitos, o Pão de Açúcar também patrocina ONGs, atividadescircenses e projetos de cinema e teatro, como os de Guel Arraes,entre outros. O diretor de Marketing diz que a empresa investiu aproximadamente R$ 5,5 milhõesem cultura neste ano.

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