Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Palmeiras firma contrato com o AEG

Empresa é responsável pelas maiores casas de show do mundo

Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo,

06 Outubro 2011 | 22h03

Último patrão de Michael Jackson, o maior grupo de gestão de entretenimento do mundo vai se instalar no coração de São Paulo. A AEG, responsável por casas de shows como o Staples Center (Los Angeles), O2 (Londres) e O2 World (Berlim) foi anunciada ontem como a parceira do Palmeiras na operação da Nova Arena, complexo multiuso que deve receber shows para até 60 mil pessoas na Barra Funda em 2013.

A AEG realiza cerca de 7 mil shows por ano e gere 100 arenas nos 5 continentes, e mantém vínculo com artistas como Beyoncé, U2, Paul McCartney, Justin Bieber, entre outros. Será parceira do Palmeiras num contrato de 10 anos de duração, renovável por mais 20 anos.

"Não importa de onde venha a música, o importante é que tem de acontecer aqui. Trabalhamos com promotores do mundo todo", disse Charles "Chuck" Steedman, vice-presidente da AEG Facilities. É a segunda arena no País à qual a empresa americana se associa (a outra é a Arena Pernambuco, em construção para a Copa de 2014). Segundo Rogério Dezembro, da WTorre, empresa que constrói a Arena, o local se credencia estruturalmente para ser um espaço único de entretenimento no "maior e mais diversificado mercado de eventos do mundo, São Paulo".

Atualmente, o único lugar com capacidade semelhante em atividade na capital é a Arena Anhembi, considerado de difícil acesso e de estrutura improvisada. Interditado ao entretenimento, o Pacaembu deixou de cumprir essa função há alguns anos.

Segundo os americanos, a cidade é o maior centro de negócios da América Latina (90 mil eventos ao ano), tem um calendário único de esportes internacionais (como a Fórmula 1 e a Fórmula Indy) e o mercado de shows cresce vertiginosamente. "Tem uma economia que cresce forte e os holofotes do mundo estão voltados para cá, para os eventos de 2014 e 2016", afirmou o executivo.

Steedman disse ao Estado que não poderia comentar a acusação de Joe Jackson, pai de Michael Jackson, que atribui à AEG a responsabilidade pela morte do filho - a empresa saberia dos problemas de saúde de Michael e o forçou a trabalhar em ritmo acelerado, inclusive contratando o médico que administrou substância ilegal no cantor. "O que aconteceu (a Michael Jackson) é trágico não só para a família dele, mas para todos que amam a música, o entretenimento", afirmou Steedman. "O que posso dizer é que não vou falar a respeito, a questão está em litígio".

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