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Painéis de Portinari expostos na ONU viajarão pelo mundo

Presente do Brasil à organização, obras de 'Guerra e Paz' foram inauguradas em 1956, pelo ex-presidente Kubitschek

Ansa,

01 de novembro de 2010 | 19h40

Os painéis do pintor Candido Portinari "Guerra e Paz", que estão expostos no principal hall de entrada da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, farão um giro pelo mundo nos próximos dois anos.

 

"Estamos planejando levar os painéis ao Museu da Paz em Hiroshima. Estou articulando para que o Prêmio Nobel da Paz em 2012, em Oslo, na Noruega, seja entregue em frente aos painéis", relatou o presidente do Projeto Portinari, João Candido Portinari, filho do artista.

 

"E o terceiro lugar é o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear [Cern], em Genebra, que é a ONU dos cientistas. Acho que isso tem uma força simbólica extraordinária", comentou ele, ao explicar a turnê internacional.

 

A volta dos painéis está prevista para 2013, quando terminar a reforma do prédio das Nações Unidas, começada no início deste ano. João Candido, que cuida do acervo do pai, informou que os murais deverão deixar a sede ainda em outubro para serem restaurados, segundo divulgou nesta segunda-feira, 1º, a Rádio ONU.

 

Presente do Brasil à organização, as duas obras que compõem "Guerra e Paz" foram inauguradas em 24 de fevereiro de 1956, na presença do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Os painéis possuem 140 metros quadrados cada um, e retratam o sofrimento da guerra e o conforto da paz.

 

Eles foram especialmente encomendados a Portinari para serem exibidos no acesso ao plenário da Assembleia Geral. Antes de serem levados aos Estados Unidos, ficaram expostos no Brasil por uma semana, e voltarão a ser mostrados aqui no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre 18 e 31 de dezembro.

 

O percurso internacional e a recuperação fazem parte de uma operação conseguida após três anos de planejamento e um acordo com as Nações Unidas, e que usará um financiamento de US$ 6,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Os recursos pagarão a desmontagem dos painéis -- formados por 28 grandes placas de madeira -- seu transporte, armazenamento, restauração e o seguro das peças por três anos.

 

 

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