Thayna Luciano
Thayna Luciano

'Pabllo Vittar é brilhante', diz cantora Dua Lipa em visita ao País

Além de abrir os shows de Coldplay, a britânica fez um show solo, com casa cheia, em São Paulo, onde mostrou seu lado popstar

Pedro Rocha, ESPECIAL PARA O ESTADO

14 de novembro de 2017 | 06h03

Numa semana com shows de Coldplay e Jack Johnson no Brasil, um nome que não passou despercebido foi o da cantora britânica Dua Lipa, uma das maiores revelações do ano na música pop. Desde o desembarque em São Paulo, quando foi recebida por uma multidão de fãs, a cantora mostrou o seu potencial de popstar - tanto por empolgar no palco, quanto pela atitude de diva com a imprensa. 

Com apenas 22 anos, a cantora londrina, de origem albanesa, é uma das maiores apostas da indústria. No último domingo, 12, conquistou o troféu de melhor artista revelação na principal premiação da MTV europeia. A vinda ao Brasil seria para abrir os shows do Coldplay em São Paulo e Porto Alegre, mas, a pedido dos fãs, foi aberto um show solo, realizado na última quinta-feira, 9, na capital paulista, com casa cheia. 

O sucesso vem principalmente da música New Rules, cujo clipe acumula mais de 600 milhões de visualizações. No encontro com a imprensa, porém, foram as regras para entrevistá-la que chamaram a atenção. Ao chegar no local, a reportagem teve o celular tomado. Dua precisava autorizar as perguntas preparadas e escritas no aparelho. Uma foi proibida, a que questionava sobre a chegada ao País, na manhã do dia anterior, quando foi cercada e perseguida por fãs no aeroporto de Guarulhos. Surpresa, a cantora saiu do aeroporto de cabeça baixa e chorando, como é possível ver em vídeos que circulam na internet. Para a entrevista, também foi proibido falar sobre namorados ou sobre vida pessoal. Não era permitido, também, gravar vídeos para redes sociais ou tirar fotos da artista - o conteúdo multimídia seria feito pela própria equipe dela.

Com simpatia, porém, a cantora conversou com o Estado sobre o sucesso. “Era algo que eu sonhava, mas que não esperava. Sinto que sou sortuda e abençoada por poder viajar o mundo e experimentar novos públicos todos os dias.” New Rules, seu grande hit, inspirou memes e brincadeiras na internet por conta da letra, que fala sobre as suas três regras para não dar atenção ao ex-namorado. “Meu pai e eu temos uma relação ótima”, ela conta. “Ele sempre me manda memes engraçados e coisas relacionadas à música. Acho hilário e muito divertido.”

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O pai, aliás, é músico e foi uma grande inspiração. “Música sempre esteve presente na minha vida, seguir na carreira era inevitável.” Além de cantar - e empolgar o público com suas notas firmes e muito rebolado, como visto nos shows do Brasil - Dua é também compositora. “Meu trabalho é autobiográfico”, explica sobre o álbum de estreia. “Quis falar de experiências pessoais e torcer para que as pessoas se sentissem da mesma forma.” 

A escolha pelo mundo da música pop veio ainda criança. “Foi o primeiro estilo pelo qual me apaixonei”, afirma. Os discos Misunderstood, da cantora P!nk, e Whoa, Nelly!, de Nelly Furtado, foram suas principais inspirações. “Acho que era obcecada por esses dois álbuns.”

Apesar do início de carreira, Dua já trabalha com gente grande. Chris Martin a ajudou na composição de Homesick, para o seu álbum de estreia. Em seu show solo em São Paulo, a cantora surpreendeu ao chamar ao palco o líder do Coldplay, que cantou e se embaralhou para tocar a canção no piano. Outro “nomão”, o produtor americano Diplo, apresentou a ela Pabllo Vittar, que canta com Anitta na música Sua Cara, do seu grupo Major Lazer. “Pabllo é brilhante, ela e Anitta são minhas amigas de redes sociais”, diz Dua, que não descarta uma parceria com a drag queen no futuro. 

Depois de ter feito o seu primeiro show solo lotado numa arena, há poucos dias, na Bélgica, Dua Lipa está empolgada com o futuro. “Gravar meu primeiro álbum foi um grande aprendizado e me deu uma clareza do que quero para a minha carreira”, analisa a cantora, que já começa a pensar no seu segundo trabalho. “Agora quero continuar em turnê, tocar em locais cada vez maiores e cantar em lugares diferentes do mundo em que nunca estive.” 

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