Luciana Prezia/Estadão
Luciana Prezia/Estadão

Pabllo Vittar celebra aniversário e carreira em disco com influências que vão do indie ao axé

‘111’, alusão à data de aniversário da artista, é lançado em duas partes

Thaís Ferraz, especial para O Estado

30 de outubro de 2019 | 20h23

Pouco mais de dois anos se passaram entre o lançamento de Vai Passar Mal, primeiro álbum de estúdio da cantora Pabllo Vittar, e 111, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira, 31. Com mais um disco (Não Para Não, de 2018), muitos singles e feats internacionais no meio tempo, Pabllo se consolidou no cenário pop nacional – e chegou a ganhar o título de drag queen mais escutada no Spotify e no YouTube. 

Não é estranho que, em seu novo trabalho, o clima seja de celebração. Fazendo alusão à data de aniversário da cantora (1/11), o disco mescla ritmos que vão do indie mais ‘underground’ (ela cita influências de Kim Petras, Grimes e Charli XCX) a ritmos brasileiros, como o axé e o arrocha. Em entrevista exclusiva ao Estado, concedida antes de uma coletiva de imprensa em São Paulo, a cantora afirmou que a ideia do disco é ‘ser bem para cima’. 

“Este foi o ano em que eu mais fiz shows no exterior e mais consegui entrosar com o meu público de fora. Foi um ano de muito aprendizado”, afirmou a cantora. “E a primeira parte do meu álbum é uma junção de tudo isso que eu vivi lá fora.”

A internacionalização é outro aspecto do álbum. Das quatro faixas (Flash Pose, Parabéns, Amor de Quenga e Ponta Perra), duas são cantadas em línguas estrangeiras. Flash Pose, parceria com a britânica Charli XCX, foi lançada em julho e acumula 16 milhões de reproduções só no YouTube. Ponta Perra é um aceno de Pabllo, que a performa em espanhol, ao mercado latino. 

Pabllo afirma, no entanto, não ter caçado tendências internacionais. “Eu quis fugir do que está em evidência, não gosto de seguir a moda só porque é moda”, diz. “Eu quero propor tanto para os meus fãs quanto para as pessoas que acompanham meu trabalho uma musicalidade nova, trazer coisas que nem sempre estão no mainstream, mas que eu escuto e amo, e adicioná-las à minha música, que é um pop regional e brasileiro.”

Esse pop, aliás, vive um momento único, afirma a cantora. “É algo muito novo, há dez anos nós não tínhamos uma artista pop brasileira nos topos das paradas internacionais, sendo headliner de grandes festivais.”

A segunda parte de 111 ainda não tem data de lançamento, mas chegará ao mercado em 2020. Questionada sobre a decisão de dividir o álbum, durante a coletiva, Pabllo afirmou se tratar de uma questão estratégica. “O consumidor de música mudou. Hoje você lança um CD com 10 músicas e, em uma semana, já tem gente cobrando álbum novo”, afirma.

A lista de músicas da segunda parte ainda não foi divulgada, mas há a promessa de participação de uma ‘grande rainha’ da música.

Nova fase.

Terceiro álbum da cantora, 111 também traz algumas mudanças estéticas. A capa, assinada por Ernna Cost, traz um close do rosto da artista. “Nos discos anteriores, eu mostrava meu corpo, mas agora eu quis mostrar uma parte específica, que gosto muito, e mostrar quem eu sou de verdade”, explica a artista. Ela também anuncia uma mudança no visual, que, apesar do clima de festa do disco, deve assumir tons mais escuros a partir de agora.

Pabllo se prepara, agora, para o MTV Europe Music Awards 2019, premiação de música que ocorre na cidade de Sevilha, na Espanha. Além de concorrer na categoria Melhor Artista Brasileiro (ao lado de Anitta, Emicida, Kevin o Chris e Ludmilla), a cantora também performará Flash Pose no palco. É a primeira vez que uma cantora brasileira se apresenta no EMA. “Quero disseminar minha mensagem para o mundo”, diz.

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