Overkill prega retorno às origens do thrash metal em SP

Banda toca em SP e no Recife para comemorar os 25 anos do lançamento de seu 1.º disco, 'Feel the Fire'

Roberto Almeida - O Estado de S.Paulo,

18 de março de 2010 | 19h56

O baixista D.D. Verni, membro fundador do Overkill em 1980, diz que só ouviu "coisa antiga" para fazer o novo álbum, Ironbound, e para produzir a nova turnê que passa nesta sexta-feira por São Paulo. Não é um sentimento de nostalgia, típico dos thrashers, ele garante. "A ideia é capturar a energia dos nossos discos antigos. O verdadeiro thrash é ótimo e a garotada adora", disse em entrevista ao Estado, por telefone.

 

Grupo está no Brasil para promover o novo álbum, 'Ironbound'. Foto: Divulgação

 

Fazia tempo que o Overkill não pisava no Brasil. A última vez foi em 2001, quando se apresentou em São Paulo. Desta vez, porém, a banda incrementou a turnê. Além da capital paulistana, toca em Recife dia 20. "Ironbound acabou de sair, a resposta tem sido maravilhosa. Agora é tocar um pouco de tudo e trazer surpresas", avisou um Verni bastante otimista.

 

O novo disco é, de fato, um retrato do que o Overkill produziu nos anos 80. Um retorno ao thrash seminal, com velocidade e riffs. Mas a turnê brasileira da banda servirá também para comemorar os 25 anos do lançamento de seu primeiro álbum, Feel the Fire. E, seguramente, para comemorar sua própria sobrevivência.

 

O Overkill não só tomou a mesma pancada que o thrash metal levou do grunge nos anos 1990, perdendo espaço e popularidade, como perdeu oito membros durante esse período. "Os caras saíram pelas mais diversas razões. Uns não gostavam da estrada, outros de ficar longe da família. O que interessa é que cada um saiu numa boa", disse Verni.

 

Um deles, o baterista Rat Skates, responsável pelo logo do Overkill e por várias composições da banda, saiu e acabou produzindo um dos principais documentários sobre o thrash metal mundial - Get Thrashed. Mesmo sem Skates, seu amigo dos tempos da adolescência, e com a saída de outros membros, Verni garante que a banda não perdeu a pegada.

 

"Hoje as coisas estão estáveis, ótimas entre nós. Não há drogas e não há 'atitudes'. E tenho certeza que não teremos mais gente saindo da banda. Hoje somos uma família", observou.

 

E a ideia, segundo ele, é estender o conceito de família para as demais bandas do thrash metal. O Overkill, que dividia a cena americana com Exodus, Anthrax, Metallica, Slayer e Megadeth, espera ansiosamente um reencontro de todos.

 

"Eu faria a qualquer hora, é só me chamar que a gente faz esse festival. Se a gente conseguir acertar os calendários com os promotores, será maravilhoso", afirmou o baixista. "Vamos juntar os quatro grandes - Anthrax, Metallica, Slayer e Megadeth -, com a gente, os três pequenos do thrash: Overkill, Testament e Exodus. Por que não?"

 

Ah, e se Charly, o morcego esquelético, mascote do Overkill, estará na turnê brasileira? "É óbvio", gargalhou Verni.

 

 

Overkill em São Paulo. Nesta sexta-feira, dia 19. Local: Clash Club. Rua Barra Funda (www.clashclub.com.br), 969, São Paulo - SP. Tel: (11) 3661-1500. Abertura da casa às 19h30 com Machinage. Overkill às 21h, pontualmente. De R$ 90 a R$ 150

Overkill em Recife. Neste sábado, dia 20. Local: Sport Club Recife. Av. Sport Club do Recife S/N. Tel: (81) 3227 1213. Entrada: R$ 50 (meia), R$ 60 + 1 kg ou livro

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