Osesp interpreta obra de Haydn na Sala São Paulo

O pedido original veio da Catedral de Cádiz: um conjunto de peças instrumentais a serem interpretadas durante um culto especial de Semana Santa, a música servindo como interlúdio entre os sermões oferecidos pelo bispo sobre cada uma das últimas palavras proferidas por Jesus Cristo na cruz. Isso foi em 1785. Hoje, 220 anos depois - e longe de seu contexto original -, As Sete Últimas Palavras do Redentor na Cruz permanecem como uma das mais interessantes criações de Joseph Haydn. E é a atração dos concertos desta semana da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.As sete últimas palavras, na verdade, são as sete últimas declarações de Jesus. Na primeira, ele pede a Deus que perdoe seus carrascos pois não sabem o que fazem; na segunda, diz a um dos bandidos que em breve estarão juntos no Paraíso; na terceira, fala com a mãe; na quarta, pergunta ao pai por que o esqueceu; na quinta, reclama de sede; na sexta, reconhece que o fim se aproxima; e, na sétima, pede a Deus que recomende seu espírito. Para cada um desse momentos, Haydn escreveu algumas das mais interessantes páginas de sua carreira.A Sinfônica do Estado será regida nos concertos pelo maestro John Neschling. Participam também o Coro da Osesp, sob o comando de Naomi Munakata, e os solistas Adriana Clis, Lydia Teuscher, Savio Sperandio e Marcos Liesenberg. J.L.S. Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Sala São Paulo (1.501 lug.). Praça Júlio Prestes, s/n.º, 3337-5414. 5.ª e 6.ª, 21 h; sáb., 16h30. R$ 25 a R$ 79

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