Mariana Garcia
Mariana Garcia

Osesp faz turnê por seis cidades do interior do Estado

Grupo vai tocar hoje na Sala São Paulo e depois viaja para cidades como Jacareí Salto, Santos e Campinas

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2020 | 18h00

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) abriu nesta sexta-feira, 14, uma turnê que passará pelo interior paulista, com oito apresentações dedicadas a Beethoven. Uma maior presença do grupo baseado na Sala São Paulo pelo interior é uma reivindicação constante, em especial depois que iniciativas como o concerto de fim de ano na praia, em Santos, foram eliminadas da agenda da sinfônica.



Para tanto, a Osesp vai se dividir em duas orquestras. Uma delas viaja sob o comando do spalla do grupo e maestro Emmanuele Baldini, interpretando a Abertura Coriolano, o Romance nº 1 em sol maior e a Sinfonia nº 5 em dó menor. A outra será regida pelo maestro Wagner Polistchuck, com a Abertura Leonora nº 1, o Romance nº 2 em fá maior (com solos do violinista Davi Graton) e a Sinfonia nº 7 em lá maior.

O primeiro grupo se apresenta hoje na Sala São Paulo antes de seguir para São José dos Campos (dia 18, no Teatro Municipal da cidade), Jacareí (dia 19, EducaMais – Sala Ariano Suassuna) e Salto (dia 20, Sala Palma de Ouro).

O segundo grupo toca neste sábado, na Sala São Paulo, antes de viajar para Campinas (dia 18, no Teatro Castro Mendes), São Bernardo (dia 19, Teatro Lauro Gomes) e Santos (dia 20, Teatro Brás Cubas).

Os concertos, todos gratuitos, antecedem a abertura oficial da temporada da Osesp, que acontece no início de março – e servem como aperitivo para um ano no qual Beethoven, por conta de seus 250 anos de nascimento, será o tema da programação.

“Muito do que nos parece natural, hoje, numa sala de concertos, está ligado, direta ou indiretamente, à obra e à pessoa de Beethoven. Ele mudou a ideia do que pode ser um concerto: sem perder a condição de arte pública, por exemplo, sua música pede um tipo de atenção semelhante ao da leitura de um texto. Beethoven mudou a própria ideia da música. Há ainda outra dimensão crucial: Beethoven também mudou a ideia do que somos, ou do que pode ser a humanidade – uma humanidade livre e justa”, explicou ao Estado o diretor artístico Arthur Nestrovski.

As primeiras apresentações da série de assinaturas ocorrem nos dias 5, 6 e 7 de março, marcando também a estreia do novo diretor musical e regente titular, o suíço Thierry Fischer, que substitui a partir deste ano a maestria Marin Alsop.

Fischer vai reger a Missa solene de Beethoven, em interpretações que contarão com a participação da soprano Sarah Wegener, da mezzo soprano Kismara Pessatti, do tenor Atalla Ayan e do barítono Michael Nagy.

Ainda com obras de Beethoven, um destaque importante do primeiro mês da agenda da Osesp será a presença do pianista britânico Paul Lewis. Ele é hoje um dos principais intérpretes do compositor e já gravou seus cinco concertos para piano e orquestra, além de suas 32 sonatas para piano.

Nos dias 12, 13 e 14 de março, ele vai apresentar o Concerto para piano nº 5, Imperador, de Beethoven, a última das peças do gênero escritas pelo compositor, sob regência do maestro Stefan Blunier. Já nos dias 19, 20 e 21, Lewis abre a série em que serão interpretadas as 32 sonatas, interpretando as de nº 13 e nº 14 em recitais nas quais as peças serão combinadas com as Variações Diabelli, também de Beethoven, e com a Sonata nº 18 de Schubert. 

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