Osesp estréia "Radiâncias", de Paulo Chagas

A Osesp apresenta pela primeira vez a obra Radiâncias, de Paulo Chagas, hoje e sábado, na Sala São Paulo, em apresentações que têm a participação da percussionista Evelyn Glennie. Quando fala de sua peça, o compositor mostra duas referências importantes.De um lado, a exploração das várias facetas de uma orquestra sinfônica do Concerto para Orquestra, de Bártok; de outro, o desenvolvimento de uma idéia musical, que se vai transformando ao longo da obra, ecos, diz ele, do início dos Sonhos de Uma Noite de Verão, de Mendelssohn. Chagas, baiano radicado na Alemanha e agora novo professor de composição da Universidade da Califórnia, faz questão de ressaltar que sua obra pouco tem a ver diretamente com os dois compositores. Seu universo musical passa por outros caminhos e tem, diz, uma preocupação cênica grande, além de uma ligação muito forte com o Brasil. "Instrumentistas do País têm uma ginga, um tempero, um senso especial de ritmo. E, ao escrever a peça procurei criar um ambiente propício a este estilo", ele completa, falando, por exemplo, do maracatu que encerra a peça e do uso da percussão. E nisto ele se aproxima do restante do programa dos concertos desta semana. A começar pela presença da percussionista Evelyn Glennie, a solista de Veni, veni, Emmanuel!, do escocês James MacMillan. O programa será completado pelo Beijo da Fada, peça de Stravinski escrita em homenagem aos 35 anos da morte de Tchaikovsky. Osesp - Sala São Paulo, Praça Júlio Prestes, s/n.º, centro, 3337-5414, metrô Luz. Hoje, às 21 horas; sábado, às 16h30. De R$ 22 a R$ 70

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