Osesp é incógnita da temporada 2003

A grande incógnita da temporada damúsica erudita de 2003 é a Orquestra Sinfônica do Estado de SãoPaulo. Negociações com relação ao orçamento - o grupo pede R$ 24milhões, valor considerado alto demais pela Secretaria de Estadoda Cultura - atrasaram a divulgação da programação, que estáprometida, a princípio, para o fim deste mês. Não serão muitas as orquestras que visitarão a cidade deSão Paulo. Há, pelo menos, duas de grande porte: a de Filadélfia- que passa, em maio, por São Paulo, sob a direção de WolfgangSawallisch (Mozarteum) - e a Orquestra Verdi de Milão, que seráregida por Riccardo Chailly (junho, Cultura Artística). As temporadas do Mozarteum Brasileiro e da Sociedade deCultura Artística apostam mesmo, perante a desvalorização doreal e a crise argentina (que dificulta parcerias com teatros deBuenos Aires), em programas de câmara. Entre os pianistas, oturco Fazil Say (abril, SCA) e o norueguês Leif Ove Andsnes(setembro, MB). Antonio Meneses toca em agosto, pouco depois dosrecitais do Quarteto Alban Berg, que volta aos palcos do CulturaArtística. Ainda na música de câmara, deve ter seqüência a sérieBankBoston, dedicada a esse repertório, iniciada com sucesso em2002. A programação, no entanto, ainda não foi divulgada. AOrquestra da USP prevê, além das séries de concerto, um concursode composição em homenagem a Camargo Guarnieri. A ópera em São Paulo, ao que tudo indica, deverá, pelomenos a princípio, ficar restrita ao Teatro Municipal, queprogramou títulos como Falstaff (maio), de Verdi, ÉdipoRei (junho), de Stravinski, Lohengrin (agosto), de Wagner,Salomé (outubro), de Richard Strauss, e Os Contos deHoffmann, de Offenbach (novembro). O Teatro São Pedro - que nosegundo semestre de 2002 cancelou a montagem de três títulos - eo Teatro Alfa ainda não divulgaram nenhuma previsão demontagens. Fora de São Paulo, algumas agendas já definidas, como aseqüência da importante série da Orquestra Petrobras Pró-Música.Também no Rio, atenção redobrada para a Sinfônica Brasileira que após quase paralisar as atividades em 2002 por falta de verbas,montou ambiciosa temporada, com a presença, entre outros nomes,de Kurt Masur. O Municipal carioca, agora sob direção de HelenaSevero, não tem temporada definida. Em Manaus, o FestivalAmazonas de Ópera chegará à sua 7ª edição, ainda sem confirmaçãototal do repertório a ser interpretado.

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