Os Skywalkers trazem a marca da zona leste

Os Skywalkers, que nasceram no fim dos anos 90 imitando os Stooges de Iggy Poop, está lançando seu segundo disco pelo selo Baratos Afins, Zenmakumba, marca da independência artística que alcançaram na metade do ano 2000. Os Skywalkers diferem de quase tudo o que vocês estão ouvindo atualmente. Mistura Baden, Tropicália, Mutantes e Stooges."Menina do cabelo verde, que passa num passo apressado/Faz pose de Gisele Bündchen/No vagão do metrô lotado." No som, misturam todas as informações, mas conseguem uma marca só sua. "Gostamos de Mutantes e da Tropicália, mas fazer um som retrô não tem sentido nessa época. A gente tenta atualizar isso", diz Pedro Bizelli, compositor, cantor, guitarrista, tecladista e cérebro musical do grupo (além dele, o grupo tem Rodrigo Lobatto, bateria, Rafael Roque, contrabaixo, e Audrey Marie, orgão e voz). Mesmo as referências à umbanda e ao budismo, que marcam o nome do álbum, Zenmakumba, não são para se levar a sério. "São apenas clichês de budismo e macumba, uma brincadeira. Não é a coisa em si, é só o fetiche da coisa. Como a macumba para turista", diz Pedro. Ele só admite uma fraqueza: a banda é bairrista. É todo mundo da zona leste, tudo foi gestado no CEU Aricanduva. No dia 25 abrem show para a Nação Zumbi no Pólo Cultural da Zona Leste (Av. Águia de Haia, 3.377), no festival O Que Difere."O que pretendemos com este disco é ter um tipo de assinatura musical, mas não uma camisa-de-força. Você ouve, por exemplo, os Strokes, e vê que eles buscaram uma cara. Mas não queremos ficar presos a um limite", diz Bizelli. Impossível não lembrar da ironia dos Mutantes ouvindo esse Zenmakumba. "Quando cheguei, ela sentou-se ao meu lado, pra bater papo furado: Arte moderna é clichê, gosto médio. Tanta vanguarda me enche de tédio", diz a letra de Papo Furado

Agencia Estado,

12 de setembro de 2005 | 20h57

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