Tiago Queiroz/ AE
Tiago Queiroz/ AE

Os erros e acertos do SWU

Segunda edição do festival falhou em programação sem foco, mas inexistência de área VIP deu certo

O Estado de S. Paulo,

15 de novembro de 2011 | 11h32

PAULÍNIA - O SWU terminou nesta segunda-feira, 14, após três dias de espetáculos musicais e fóruns sobre sustentabilidade. Mais de 70 atrações depois, muita chuva, briga e rock 'n' roll, o Estado fez um balanço do que deu certo ou não no último grande festival do ano no Brasil.

 

O QUE FUNCIONOU:

Sem filas

Não houve filas para comer. A produção reforçou caixas, além de criar um sistema de vales comprados com cartões de débito. Quem tinha dinheiro não passou fome.

 

Sem vips

Uma tendência do bem é a de se acabar de vez com a praga da área vip na frente dos palcos.

 

Arquibancada

A visão não é uma maravilha, mas a arquibancada que fica na área lateral entre os palcos principais se tornou um belorefúgio.

 

Fóruns

Ninguém ali vai mudar o mundo, mas o festival caprichou na escalação de seus palestrantes.

 

Acesso

Por estar à beira da rodovia, o escoamento do tráfego no início e no final dos dias melhorou muito com relação ao ano passado.

O QUE NÃO FUNCIONOU

 

Som

É a velha história, vai bem para uns e mal para outros. Quem sofreu foram as bandas do New Stage, muitas vezes engolidas pelos decibéis eletrônicos que saíam da vizinha Heinecken, a pista dos eletros. E alguns shows dos palcos principais que tiveram volumes abaixo do necessário, como Tedeschi Trucks Band, Snoop Dogg e o Down.

 Snoop Dogg

Programação

Há pontos realmente altos na escalação dos artistas, mas ainda não se achou um foco que parecia mais bem definido na primeira edição. Aqui, o SWU deu tiro pra tudo que é lado e fez um festival Frankenstein. Ou será que pode mesmo gostar de Duran Duran e Lynyrd Skynyrd?

 

Comunicação

A intenção é nobre, mas o fato é que pouca gente sabe o que foi discutido nos fóruns de sustentabilidade. O assunto, mesmo no próprio SWU, não sai do gueto verde.

 

Estacionamento

Sofreu o motorista, que pagou R$ 100 para parar longe do local dos shows, ou se virar nas mãos dos estacionamentos piratas da região.

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