DZT Divulgação
DZT Divulgação

Os 250 anos de Beethoven vão movimentar meio musical até 2020

Só o parlamento alemão vai investir 37 milhões na celebração; homenagens serão realizadas em palcos do mundo inteiro

João Luiz Sampaio, Especial para O Estado de S. Paulo

08 Novembro 2018 | 06h00

As comemorações pelos 250 anos de nascimento de Beethoven (celebrados em dezembro de 2020, uma vez que a data exata ainda é tema de controvérsias) devem movimentar o mercado musical internacional de uma forma talvez comparável apenas aos 250 anos de Mozart, celebrados em todo o mundo em 2006. O parlamento alemão, por exemplo, já prometeu uma verba específica de 37 milhões de euros para projetos em torno do músico realizados em todo o país.

Após polêmicas e problemas políticos, a cidade de Bonn, onde o compositor nasceu, desistiu do plano de construção de uma nova sala de concertos para comemorar a data. Mas criou um festival que terá concertos com obras de Beethoven e de outros autores durante os 365 dias de 2020. O museu local dedicado a ele também terá uma programação específica, com exibições de manuscritos que normalmente são guardados sob forte esquema de segurança em um cofre no subterrâneo do prédio.

Nascida em Bonn, a pianista alemã Susanne Kessel lançou o projeto Beethoven 250, que inclui a encomenda a 250 compositores de todo o mundo de peças para piano que homenageiam o autor. Eventos como esse estão sendo reunidos em um site oficial criado para marcar a data, www.bthven2020.de, e vão seguir cinco pilares, segundo a organização de um comitê especial criado em Bonn: Beethoven como cidadão, compositor, humanista, visionário e amante da natureza. A data inicial oficial das comemorações será o dia 16 de dezembro de 2019.

Projetos de concertos e gravações também já foram anunciados. O maestro catalão Jordi Savall, por exemplo, vai realizar academias especiais nas quais músicos e público vão discutir ideias a respeito do compositor, antes que toda as suas nove sinfonias sejam apresentadas e gravadas. O Carnegie Hall, em Nova York, também está encabeçando um projeto que inclui a apresentação da Nona Sinfonia em nove países diferentes, sempre com regência de Marin Alsop e com a interpretação do coro final da peça na língua local – a proposta é que compositores dos países também escrevam pequenas peças a serem tocadas durante as apresentações. A Osesp é um dos grupos participantes, e vai interpretar a obra no final de 2019, em concertos que vão marcar também a despedida de Alsop do posto de diretora musical e regente titular.

Mais conteúdo sobre:
Beethovenmúsicamúsica erudita

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.