Orquestra Sinfônica de Campinas tem novo maestro

Martin substituiu Cláudio Cruz, que deixou a orquestra no ano passado alegando motivos pessoais, e esteve em Campinas no final da tarde de quinta-feira mas voltou ontem (27) para a Europa. A estréia do maestro está prevista para os concertos dos dias 11 e 12 de março, que abrem a temporada deste ano. Segundo a secretaria municipal de Cultura, a escolha do suíço ocorreu por sua "regência detalhista e o renome internacional". O maestro elogiou "o bom nível técnico" dos músicos da sinfônica. Ele deverá reger pelo menos 60% das apresentações da orquestra marcadas para este ano e já tem agendadas cinco viagens para a Europa no período, para atuar como regente convidado de outras orquestras. O programa da sinfônica de Campinas em 2006 inclui 20 concertos oficiais, oito apresentações populares, das quais quatro em bairros e outras quatro em espaços públicos como o Teatro de Arena e a Praça Arautos da Paz, ambas no Taquaral. O diretor administrativo da orquestra, Arthur Achilles, disse que pela primeira vez a programação foi definida com participação dos músicos, do maestro e da direção administrativa. Martin comentou que irá promover uma avaliação do nível técnico dos instrumentistas para "elevar o nível da orquestra". Contou que o repertório terá nomes influentes da música erudita, como Mozart, Strauss e Stravinsky, além de compositores brasileiros, entre eles Radamés Gnattali e Carlos Gomes. "Ao realizar mais óperas, podemos trazer a Campinas mais público e colocar a cidade na rota internacional", avaliou. Natural de Zurique, na Suíça, estreou na Itália dirigindo a orquestra da RAI. Regeu a Orquestra da Academia Santa Cecília, em Roma, foi regente titular e diretor musical do Teatro Massimo di Palermo de 1980 a 1997 e colaborou com a Orquestra Sinfônica Estatal de Buenos Aires em 1996. Entre outras gravações, registrou os concertos para piano de Liszt, com o solista Jeffrey Swann.

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