Orquestra holandesa se apresenta em SP

A Hague Residentie Orchestra, tradicional grupo orquestral holandês de Haia, apresenta-se amanhã e sábado no Teatro Alfa sob regência do maestro e violinista Jap Van Zweden e a presença do pianista chinês radicado nos Estados Unidos Derek Hahn. No programa, obras deMengelberg, Rachmaninoff, Brahms e Mozart, uma combinação demúsica do século 20 com peças consagradas do repertório, umapequena amostra do que tem pautado a atividade da orquestra nosúltimos anos.Os programas de amanhã e sábado serão abertos comEtchings by Rembrandt, obra do holandês Mengelberg que seráapresentada pela primeira vez na América Latina e seráacompanhada por projeções de quadros do pintor. A segunda partedo programa de amanhã tem o Concerto n.º 2 Op. 18 para Piano eOrquestra de Rachmaninoff e a Sinfonia n.º 4 de Brahms. Ade sábado, o Concerto n.º 24 K 491 de Mozart e a Sinfonian.º 2 de Rachmaninoff, um dos destaques da passagem daorquestra pelo Brasil, uma vez que a peça é raramenteapresentada por aqui.Violinista prodígio (com apenas 19 anos já era spalla daConcertgebouw Orchestra, de Amsterdã, uma das maiores do mundo),Jap Van Zweden está à frente da Hague Residentie desde o anopassado, quando foi escolhido pelos músicos para assumir o postode diretor artístico e regente.Posição que, anteriormente, já esteve nas mãos degrandes nomes da música do século 20. Richard Strauss, porexemplo, regeu as primeiras audições de algumas de suasprincipais óperas à frente do grupo. E não foi o único:Stravinski, Ravel, Hindemith, Reger, Pierre Boulez, John Cage,Bruno Maderna, Toscanini, Leonard Bernstein também já regeram ogrupo.O que explica não apenas a qualidade do conjunto comotambém o compromisso involuntariamente assumido com a música doséculo 20.Recital - Quem tem a ópera como preferência, no entanto,pode acompanhar, amanhã, no Sesc Ipiranga, o último recital dasérie Virando Séculos - Música e História, que, com curadoriade Marina Brandão, teve como intenção mostrar um pouco daprodução musical dos fins dos últimos três séculos.Amanhã, a meio-soprano Regina Elena Mesquita, a sopranoEdna D´Oliveira, o tenor Marcos Paulo e o barítono ManuelÁlvarez interpretam trechos de óperas de Leoncavallo, Massenet,Puccini, Mozart e Carlos Gomes. Roseli Gonçalves Freireacompanha, ao piano, os cantores.O início do recital será com dois trechos de I Pagliacci, ópera de 1982 que, ao lado de Cavaleria Rusticana, ajuda ainstituir o período verista na ópera: o Prólogo e a áriaQual Fiamma Avea Nel Guardo.Em seguida, vem Va, Laisse Couler Mes Armes, doWerther, de Massenet, inspirado na obra de Goethe, e E LucevanLe Stelle, famosa ária do tenor da ópera Tosca de Puccini.Também de Puccini, será interpretada a ária Che GelidaManina, da ópera La Bohme, da qual também será cantado odueto O Mimi Tu Piu Non Torni e a ária de Musetta, QuandoMen Vo (Edna D´Oliveira interpretou este papel na edição desteano do Festival de Ópera de Manaus com grande sucesso de públicoe crítica).Puccini também está representado por MadameButterfly, ópera na qual Regina Elena Mesquita e EdnaD´Oliveira interpretam o Dueto das Flores. A dupla tambémcanta, de Mozart, Ah! Guarda Sorella, da ópera Cosi FanTutte. Três trechos de Carlos Gomes encerram o recital: OrdaCrudel Feroce, de O Condor, e Era un Tramonto d´Oro eInno al Nuovo Mundo, de Colombo.

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