Diego Delso
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Orquestra holandesa demite maestro após alegações de assédio sexual

Danielle Gatti foi demitido da Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdã, uma das maiores do mundo, após denúncias no 'The Washington Post'

O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2018 | 13h18

O maestro Danielle Gatti foi demitido na manhã desta quinta-feira, 2, do posto de diretor artístico e regente titular da Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdã, uma das maiores do mundo. A decisão foi tomada, segundo a orquestra, após denúncias de assédio sexual ao longo de sua carreira terem sido publicadas no último fim de semana pelo jornal The Washington Post.

"Essas acusações e a reação de Gatti causaram comoção entre músicos e equipe, assim como entre acionistas em casa e no exterior. Além disso, desde a publicação da matéria, diversas colegas da Orquestra reportaram experiências com Gatti consideradas inapropriadas para um regente titular. Isso prejudicou de forma irreparável a relação de confiança entre orquestra e maestro", diz o comunicado da Orquestra.

Ao Washington Post, Gatti havia afirmado que qualquer avanço feito por ele só se deu com a certeza de que seria "consensual". Hoje, seu advogado divulgou comunicado no qual afirma que o maestro está "espantado e rejeita todo tipo de acusação". "O maestro instruiu seus advogados a proteger sua reputação e tomar medidas legais se essa campanha difamatória continuar."

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