Orishas voltam ao País com o melhor do hip hop cubano

Roldán, Yotuel e o MC Ruzzo são asvozes mais ressonantes do hip hop cubano. Eles são o trioOrishas, sucesso absurdo na última edição do Free Jazz Festivale que estão de volta aos palcos brasileiros amanhã, no ViaFunchal, como estrelas do festival Oi Summer Groove 2002. Amostra terá também uma versão carioca, sexta-feira e depois, noMuseu de Arte Moderna."Estamos nos programando melhor dessa vez para ver sepodemos conhecer mais do movimento hip hop brasileiro, paraentrar também em contato com solistas de outros gênerosmusicais", afirmou por telefone, ao Estado, de Milão, o MCRuzzo, que vive na Itália. Ele também contou que o grupo vemacompanhado pelo diretor francês Edward Salier, e sua equipe,que estão colhendo imagens de turnês para um DVD sobre a banda.Os Orishas tocam acompanhados pelo belga DJ Sonar e pelopercussionista cubano Jose Luis Estrada. O show terá abertura dabanda gaúcha Ultramen, que mistura rock com pop e hip hop.Depois, a cantora Luciana Mello, filha de Jair Rodrigues, cantaseus sucessos. O Orishas fecha a noite.O fã dos Orishas pode ficar tranqüilo: Ruzzo disse quepretendem tocar todos os grandes sucessos do seu primeiro disco,A Lo Cubano, verdadeiro arromba-pista que os lançou para oestrelato. "As pessoas assimilaram esse disco, o fizeram seu, eele nos é muito caro", afirmou o MC. "Quando começamos atrabalhar nele, as pessoas diziam que éramos loucos que queriammisturar scratch com baixo acústico, achavam que isso eraimpossível e nós mostramos que não era", conta ele.Ruzzo disse que "ouviu falar" que o Brasil tem um novopresidente, e fez alguns comentários políticos - embora não sejaesse o forte do discurso dos Orishas. "Isso traz novo alento,para o povo cubano sobretudo, que durante 40 anos luta contraesse bloqueio americano", afirmou. "É preciso romper com essatradição de presidentes-marionete que respondem diretamente aosinteresses dos Estados Unidos", disse.Para Ruzzo, torcedor fanático da seleção brasileira defutebol, a América Latina é "uma só casa" e não é possíveldeixar ninguém de fora numa estratégia de unificação. "Uma sópeça de xadrez não faz uma partida", disse. "Os problemas quetemos, em geral, são de dinheiro e de ambição, e é hora deavançar."Orishas, O Rappa, Luciana Mello e Ultramen. Amanhã, às 21 horas. R$ 50,00. Via Funchal. Rua Funchal, 65, em são Paulo, tel. (11) 3846-2300.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.