THE WHO’S TOMMY LIVE
THE WHO’S TOMMY LIVE

Ópera-rock ‘Tommy’, do The Who, chega ao palco

Espetáculo se inspira no roteiro do filme de 1975 e traz canções como ‘Pinball Wizard’ e ‘Amazing Journey’

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2019 | 03h00

Em 1969, o grupo inglês The Who lançou um álbum que logo se tornou clássico, Tommy. Seu diferencial estava em contar uma história ao longo de suas 24 faixas. “Foi algo espetacular no mundo do rock”, comenta o inglês Alan Veste que, há 25 anos, encena uma versão musical da trama e que será apresentada neste domingo, 24, no Espaço das Américas.

The Who’s Tommy Live – A Ópera Rock ao Vivo viaja em turnê pelo mundo, com elenco e banda da montagem original. “O filme é nosso ponto de partida e não o musical da Broadway”, avisa Veste, que vem pela primeira vez à América do Sul. “Posso dizer que é praticamente o longa (dirigido por Ken Russel, em 1975) transposto para o palco, com idêntico roteiro.”

Tommy conta a história do garoto de mesmo nome que, ao ver o pai ser morto pelo namorado da mãe, torna-se um menino sem ação: não fala, não reage a conversas, nada faz. A situação muda quando ele se descobre o rei do pinball, o conhecido fliperama. É quando ele se torna uma celebridade e passa a se relacionar com as outras pessoas.

“Como se trata de uma encenação ao vivo, contamos com projeções para não deixar cair o ritmo da narrativa”, explica Veste, que já adaptou para o palco outros filmes, como Purple Rain e Pink Floyd: The Wall.

Ao fã de carteirinha, no entanto, interessa ouvir canções que se eternizaram como Amazing Journey, Pinball Wizard (cantada por Elton John, no filme), e I’m Free, entre outras. “A história de Tommy é fascinante, mas as músicas é que são lembradas até hoje”, conta Veste.

O álbum do The Who é encenado na primeira metade do show – como complemento, é apresentada Lifehouse Chronicles, ópera-rock não terminada por Pete Towshend e que inspirou o álbum Who’s Next, lançado em 1971 e que trouxe faixas como Behind Blue Eyes e Won’t Get Fooled Again. “Decidi acrescentar esse trabalho como homenagem ao Townshend”, conta Veste, entusiasmado com o sucesso atual de filmes como Bohemian Rhapsody.

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