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Of Monsters and Men embarca em processo diferente em 'Fever Dream'

Queridinha do cenário indie da década, banda islandesa lança terceiro disco, com intenções dançantes e mais ambiciosas

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2019 | 16h38

Com um som mais orientado para as pistas e atualizado com tendências contemporâneas, a banda islandesa Of Monsters and Men voltou em julho com um aguardado terceiro disco: Fever Dream, já disponível nas plataformas digitais. Como o título sugere, o álbum é uma investida da banda, conhecida por músicas fofas e acústicas, num território mais dançante, moderno e eletrificado. Com centenas de milhões de streamings nas plataformas, a banda se tornou uma das queridinhas do indie pop da década 2010, considerada sucessora, e ao mesmo tempo contemporânea, de grupos como Arcade Fire, Edward Sharpe and the Magnetic Zeros e Mumford and Sons.

A mudança do novo trabalho ocorreu porque o grupo transformou seu próprio método de produção, segundo a vocalista, instrumentista e compositora Nanna Hilmarsdóttir. Em vez de se reunir com seu parceiro de banda Ragnar Þórhallsson com dois violões para compor as canções, dessa vez eles se isolaram e fizeram as músicas sozinhos, usando ferramentas digitais. 

“Tivemos que desaprender a fazer as coisas. Quando comecei a falar com outros músicos, percebi que havia muitas maneiras diferentes de compor. Para nós, para esse álbum, foi importante explorar um novo jeito de criar”, explica Nanna, por telefone, de Los Angeles – onde participou com a banda do talk show Jimmy Kimmel Live!, tocando duas canções do novo disco.

Ela cita Yeah Yeah Yeahs (expoente do indie rock nova-iorquino do início do século), Robyn (estrela do eletropop) e até Solange Knowles (cantora e compositora de R&B, irmã de Beyoncé) como influências para o novo trabalho. “Você pode imaginar que a dance music é contraintuitiva, mas na verdade é a coisa mais natural que existe. É a tradução do ritmo do coração”, reflete. “Eu estava muito atraída nessa direção. E todas essas mulheres são artistas fortes e muito interessantes, quis trazer essa força para o nosso trabalho.”

Antes dependentes de letras com inspiração amorosa, em Fever Dream as composições do grupo têm um elemento fantasmagórico que aqui abre espaço para a interpretação do ouvinte. “Tivemos um intervalo grande entre um trabalho e outro. Muitas das letras parecem desconectadas, mas há talvez uma sensação de saudade em muitas delas. Há um vazio, sim, mas há esperança. É um sentimento com o qual eu acho que as pessoas podem se identificar”, comenta Nanna.

A banda começou sua caminhada internacional com My Head Is An Animal (2011). Já nessa época, a banda ganhou destaque nas escalações de festivais internacionais e chegou a aparecer até em Game of Thrones. Beneath the Skin (2015) consolidou a trajetória e deu segurança para esse passo seguinte. Fever Dream tem sido classificado como o projeto mais ambicioso do Of Monsters and Men até aqui, e o álbum estreou no #9 da parada de discos da Billboard

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