José de Holanda
José de Holanda
Imagem Roberta Martinelli
Colunista
Roberta Martinelli
Som a pino
Conteúdo Exclusivo para Assinante

‘O samba é meu dom...’

E hoje eu tenho o prazer de anunciar um belíssimo lançamento que vem aí: o disco 9 Sambas de Rodrigo Campos

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2018 | 02h00

Mais um lançamento chegando. Essa coluna tem sido a prova de que aquela frase “não se faz mais música como antigamente” é a maior mentira que existe, ou até não. São tantos lançamentos e novidades por semana que talvez a frase seja real. O número de novidades aumentou muito e a gente tem que correr atrás para não perder nenhuma preciosidade. Mas sem ansiedade.

A música, uma vez lançada, fica no mundo e pode ser descoberta a qualquer momento, por qualquer pessoa. Quanta coisa que eu descubro todo dia. Um brinde às descobertas musicais em qualquer momento. Viva o nosso tempo! Viva! Que os lançamentos não parem e que a gente viva bastante para ouvir tudo.

E hoje eu tenho o prazer de anunciar um belíssimo lançamento que vem aí: o disco 9 Sambas de Rodrigo Campos. O primeiro dele. O quê? Você escreveu o primeiro disco dele? Como assim? O Rodrigo já é conhecido por seus outros trabalhos e, olha, não são poucos. O primeiro álbum dele é São Mateus Não É Um Lugar Assim Tão Longe, que foi lançado em 2009 com produção do Beto Villares. Foi de cara uma belíssima apresentação, o cantor se firmou como cronista em sua canção, com ótimas críticas e a conquista de um bom público. 

Depois, em 2012, ele lançou o disco Bahia Fantástica e, em 2015, o Conversas com Toshiro. Entre os seus trabalhos “solos” (sempre entre aspas), lançou discos com a banda Passo Torto, formada por ele, Romulo Fróes, Kiko Dinucci e Marcelo Cabral. Não bastasse tudo isso, ano passado ainda teve o Sambas do Absurdo, encontro dele com Juçara Marçal, Gui Amabis e Nuno Ramos.

E, além disso, como se fosse pouco, ainda esteve presente em trabalhos de outros artistas tocando, produzindo, compondo, cantando. Ufa! E aí vem a colunista de música e escreve que esse é o primeiro disco dele? Que coisa!

Pois é! Foi uma brincadeira, mas que explica um pouco da história desse trabalho. “Em 2005, aproximadamente, tentei fazer meu primeiro disco. Já havia lançado em 2003 um disco chamado Urbanda, em que dividia a autoria com outros quatro artistas: Luisa Maita, Morris Piccioto, Douglas Alonso e Marcos Paiva. Achei que seria o momento de arriscar um primeiro trabalho solo. Ainda muito ligado ao samba, fui pro estúdio para gravar as bases sozinho: violão, cavaco e percussão. Enveredei na empreitada imbuído de um espírito de confiança que se esvaiu ao final do primeiro dia, quando escutei o resultado. Me deparei com minha falta de experiência, não sabia nem identificar o que estava errado, mas entendi que não conseguiria fazer esse disco dessa maneira”, escreve Rodrigo.

Aí, a vontade foi arquivada e veio tudo que eu contei – e agora 13 anos depois, com toda a experiência conquistada, ele volta a esse primeiro trabalho, sua vontade inicial, grava sozinho suas bases e se prepara para lançar o que considera ser o seu primeiro disco de samba.

9 Sambas tem lançamento digital na sexta-feira, 3 de agosto, e é mais um presente para a nossa música. Poder lançar um primeiro trabalho com a vivência de tantos outros é talento de poucos.

Música da Semana

‘O Mar’

Canção de Dorival Caymmi do conhecido e amado disco Canções Praieiras, de 1954. Essa música foi escolhida aqui para convidar você para o show do BNegão junto com o violonista Bernardo Bosisio, cantando versões desse clássico da nossa música brasileira. O show acontece sábado, 4 de agosto, em São Paulo, no Sesc Santo Amaro, às 20h. Louca para ver e ouvir ao vivo. Vamos? 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.