O Rappa abre seu camarim em DVD

O novo álbum, O Silêncio Q Precede o Esporro, foi a prova de fogo para a banda O Rappa mostrar sua sustentabilidade sem a presença do músico e compositor Marcelo Yuka. Conseguiram provar que têm vida própria, assim como uma criatividade musical latente. Com CD sendo bem trabalhado na praça e arrastando multidões, principalmente adolescentes, para seus shows, o grupo acaba de lançar o primeiro DVD da carreira, O Rappa - O Silêncio Q Precede o Esporro (Warner Music).O Rappa estréia no ramo do audiovisual, com um projeto bem feito e bastante informativo. É um produto para agradar fundamentalmente os fãs da banda, como o baterista Marcelo Lobato confirma. "Queríamos registrar o que rolava nos camarins, para mostrar para os fãs como as coisas são feitas", descreve o baterista. "Desde que começamos a gravar o disco, fomos juntando algum material para, quem sabe, fazer um DVD, como a gente faz até hoje", conta.Entre as imagens de bastidores da gravação do disco, no estúdio do produtor e amigo Tom Capone, aparece, vez por outra, alguma cena curiosa envolvendo o processo, como a dificuldade que o vocalista Falcão teve, no início, de cantar a letra da música Reza Vela. O DVD traz ainda três momentos bastante distintos, que marcam o caráter, digamos, democrático, das turnês da banda: os shows na Toca do Bandido (estúdio de Capone, aberto para um público menor); no Complexo do Alemão, dentro do projeto Conexões Urbanas (voltado para a comunidade mais carente); e no Olimpo (casa de espetáculo popular, situado na zona norte do Rio). "O Tom Capone topou emprestar seu estúdio, a Toca, para uma apresentação mais intimista", conta Lobato. O oposto do que acontece, segundo ele, nos espetáculos que a banda costuma apresentar no Olimpo e no Complexo do Alemão, sempre abarrotados de gente.A banda carioca aproveita a seção Extras do DVD para exibir o trabalho de um grupo de jovens que mantém o projeto TV Morrinho, uma das iniciativas sociais apoiadas pela banda. São meninos que moram no morro e que, há 6 anos, reproduzem a realidade de onde vivem em maquetes e miniaturas, e gravam tudo. "A nossa proposta é que esses projetos caminhem com as próprias pernas." Na forma de documentário, os integrantes falam sobre suas origens, vidas e carreiras.

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