Renato Vieira /Estadão
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O que funciona e o que não funciona no Lollapalooza

Saiba quais são os altos e baixos do festival em São Paulo

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

28 Março 2015 | 16h44

Funcionando:

1. Áreas de alimentação. 

Bem localizadas e muito bem distribuídas. Oferece variedade e não acumulam as filas do ano passado.

2. Distribuição dos palcos

Não há casos sérios de vazamentos de som durante os shows.

3. Informações. 

Esta era uma deficiência do ano passado. Agora, colocaram grandes painéis com a escalação das bandas e um mapa dos palcos.

4. Banheiros. 

Até o início da noite, não há filas para usa-los. Estão bem localizados

5. Tenda eletrônica. 

Este espaço só cresce a cada edição. Um público que parece um sobreviveria pulando mesmo se não houvesse rock no mundo.

Não funcionando:

1. Preços. 

O festival não pode achar que vive em um mundo paralelo. A crise inviabiliza que uma cerveja custe R$ 10 e um ingresso, R$ 200.

2. Dimensões

A mania se grandeza da produção deve ser repensada. Muitos shows tiveram público reduzido até o início da noite. Os fracassos também aparecem mais quando a área é enorme. E, de novo, a crise, também é implacável no bolso dos roqueiros indie.

3. Mangos

Inventar uma moeda para agilizar filas é papo para boi dormir. O que mais pareceu o tempo todo foi que a iniciativa não passou de uma maquiagem para disfarçar o abuso dos preços. Um lanche por 10 mangos é de chorar. Cada mango equivale a R$ 2,50.

4. Distância. 

Um problema de geografia. Os palcos são muito longe um do outro. E tende a piorar conforme a noite avança e o público chega em maior número.

5. Atalhos. 

Os guard rails ainda são perigosos para um público que não mede esforços para chegar ao show de seus ídolos a tempo. Alguns foram retirados pela produção, mas ainda não há um caminho inteligente e direto para o deslocamento em massa. 

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