O quartel do general elektriks

O pianista Hervé Salters até que chegou longe para um auto denominado "branquinho parisiense de classe média". Em pouco mais de quinze anos de carreira, tocou com grandes nomes da música negra mundial, como Femi Kuti (filho de Fela, com quem já veio ao Brasil) e o grupo de hip hop californiano Blackalicious, além de ter sido recrutado pelo seminal DJ Shadow, um dos pais do hip hop moderno, para ser o tecladista titular da maioria das gravações de seu selo, o Quannum Projects.

Roberto Nascimento,

11 de dezembro de 2010 | 03h35

Mas é no sossego de sua garagem em São Francisco, onde mora com sua mulher e com dois filhos, que Hervé faz o que realmente gosta: explora timbres retrô com sua coleção de teclados antigos e compõe as faixas do General Elektriks, nome de guerra das suas produções. "É o meu jardinzinho. Eu faço tudo sozinho. Me escondo lá atrás na garagem e gravo todas as partes: bateria, baixo e os teclados" conta, em entrevista ao Estado.

No próximo sábado, Hervé, sob o título General Elektriks, estará no Brasil para lançar o disco Good City For Dreamers no Na Mata Café. O trabalho é feito de canções que dão um timbre vintage e funkeado ao rock independente. Timbres orquestrais se misturam a sintetizadores e as influências vão de LCD Soundsystem ao início da fase áurea de Stevie Wonder em discos como o Innervisions, tendo como alicerce o funk staccato de teclados como o clássico clavinete, a pianola elétrica que foi imortalizada em uma profusão de discos da época.

 

 

 

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