Luciana Melo
Luciana Melo

'O Hipnotizador', série bilíngue da HBO, chega à segunda temporada com mudanças

Em entrevista ao Estado, o ator argentino Leonardo Sbaraglia e o brasileiro Fernando Alvez Pinto falam sobre seus personagens na série

Pedro Rocha, ESPECIAL PARA O ESTADO

29 Outubro 2017 | 06h00

Depois da primeira temporada em 2015, a série original da HBO O Hipnotizador volta, na noite deste domingo, 29, com oito episódios inéditos no canal, a partir das 23h. Trata-se da primeira série bilíngue da companhia na América Latina, uma produção que envolve Argentina, Brasil e Uruguai. 

A grande estrela é o argentino Leonardo Sbaraglia, que vive na série o personagem-título, o hipnotizador Natalio Arenas. Assim como a série, Arenas retorna, neste domingo, renovado – e com uma narrativa totalmente original e inédita. Baseada na história em quadrinhos dos também argentinos Pablo De Santis e Juan Sáenz Valiente, a série terminou a primeira temporada onde se encerra, também, a HQ. Coube ao próprio Santis a missão de desenvolver um roteiro, totalmente “do zero”, para a nova temporada.

“O espectador vai encontrar Arenas revigorado, ele não está mais sob o feitiço da primeira temporada – que não lhe permitia dormir e descansar”, afirma Sbaraglia em entrevista ao Estado, por telefone. “É uma nova história, um desafio para Pablo.” Com exceção de Sbaraglia, todo o elenco foi renovado. 

“Na segunda temporada, Arenas vai se encontrar com todo um universo de aparência utópica e vai causar ali um desequilíbrio”, adianta o ator argentino. Neste novo ano, a narrativa vai começar com o personagem fugindo num barco, que naufraga. Com isso, ele aparece na fantasiosa ilha de Puente Blanco, onde estarão novos e misteriosos personagens.

Para Sbaraglia, há diferenças importantes na temporada em relação à primeira. “De alguma maneira, cada capítulo não está tão fragmentado como na primeira”, afirma. “Uma das coisas mais importantes da segunda é a contraposição com a anterior, que tinha muita escuridão, muitas cenas noturnas. Agora, há muita luminosidade, muitas cenas diurnas.”

Em meio a Puente Blancos, uma das figuras misteriosas que cruzarão o caminho de Arenas é o pianista Morton, vivido pelo brasileiro Fernando Alves Pinto. “Ele não pode parar de tocar, caso contrário as coisas desandam na cidade”, explica Fernando, que está na série com mais duas brasileiras, Mayana Neiva e Clarissa Kiste. 

Morton é cego e, para compor o personagem, Fernando precisou usar uma lente que obstruía sua visão. “A lente faz uma diferença muito grande, uma concentração muito maior”, diz o ator, que fez pesquisas para saber como se comportar como cego e como usar a bengala do personagem. 

Além de nomes no elenco, o Brasil também está representado com os três diretores, Marco Dutra, Aly Muritiba e Pablo Machline. Com Dutra, Sbaraglia já havia trabalhado no filme O Silêncio do Céu (2016). “Encontrei três atores brasileiros maravilhosos”, elogia o ator argentino. “Os diretores são completamente diferentes, mas nos entendemos muito bem.”

Na série, o elenco tem dois desafios fundamentais. Um deles é trabalhar com a mistura de línguas. “Na primeira temporada, parecia uma coisa difícil de se resolver, mas se transformou em uma grande vantagem da série”, acredita Sbaraglia. “Foi uma decisão acertada da HBO fazer uma série bilíngue.”

O outro desafio é o grande número de efeitos especiais, algo nem sempre comum em produções latinas. “Acho muito interessante. O ator se baseia na imaginação, você pode fantasiar mais”, explica Fernando – e Sbaraglia concorda. “Às vezes, quando precisamos imaginar tudo, as respostas expressivas são mais fortes.”

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