"O Fantasma do Theatro" abre temporada no Municipal do Rio

O musical infantil O Fantasma doTheatro abre neste sábado a temporada de 2002 no TheatroMunicipal do Rio. Na história, criada pelo músiconorte-americano Justin Locke, um teatro volta à atividade, o queirrita os fantasmas que o habitam. Como vingança, músicos,cantores, bailarinos e instrumentos passam a ter comportamentosinusitados. Esse é o pretexto para ensinar crianças (e adultostambém) a ouvir música erudita, tal como outro texto de Lockeencenado aqui em 2000, Pedro versus o Lobo, uma seqüência doclássico Pedro e o Lobo.Locke esteve no Rio há dois anos e volta na semana quevem para ver O Fantasma, que só teve uma outra montagem nosEstados Unidos. Cláudio Botelho e Charles Möeller foram osresponsáveis pela versão brasileira. "Minhas peças são montadasem auditórios de escolas e no Brasil viram superprodução, maiorque qualquer versão norte-americana", contou Locke por e-mail,à reportagem.Zezé Polessa é a narradora (no original, um dos músicoslê o texto), Edwin Luisi faz um detetive trapalhão e o barítonoSandro Christopher vive o empresário, preocupado com asassombrações do teatro. Há ainda Georges Feres Sauma, garoto de12 anos, que é o assistente do fantasma, além do coro e do Corpode Baile do Municipal e da Orquestra Petrobras Pró-Música, queterá à frente dois jovens maestros, Marcel Lehninger e MarcosArakaki."Tivemos total liberdade nessa adaptação, até mesmo norepertório porque as músicas que o público brasileiro conhecenão são necessariamente familiares aos americanos", adiantaBotelho, que fez novas letras para árias de Carmem, deBizet; As Bodas de Fígaro, de Mozart; além de incluir avalsa do Lago dos Cisnes e o movimento Verão, das QuatroEstações, de Vivaldi. "Esse é o nosso primeiro trabalho paracrianças, mas o empenho é o mesmo, com um detalhe: o públicoinfantil é mais exigente."Locke concorda. Ele conta que começou a escrever peçaspara crianças há mais de dez anos, quando trabalhava comorquestras de Boston. "Sentia que os músicos e a platéia seaborreciam com a aula/espetáculo. Uma vez, reclamei com oprodutor e ele disse: ´Então, espertinho, escreva uma boa peçapara crianças´", lembra. "Assim nasceu Pedro versus o Lobo, uma solução para um problema comum a várias orquestas. Por issofoi um sucesso."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.