O culto ao novo The Doors chega a SP

Sem Jim Morrison, os Doors são meninos bem comportados. No entanto, assim que subirem ao palco do Credicard Hall (6846-6010), hoje, para um único show em São Paulo, um público de sete a oito mil pessoas vai clamar por fogo. Foram necessários mais de 40 anos, o líder morrer, o baterista original sair. Mas enfim, uma das bandas mais polêmicas e incendiárias dos anos 60 vem ao Brasil. E chega experimentada em uma turnê que já passou por EUA, Japão, Europa e América Latina. Só no México, foram 12 mil ingressos vendidos em três dias. O show de São Paulo está com lotação esgotada. A única saída é correr para ver o show no Rio de Janeiro, no sábado, que conta com ingressos para todos os setores da casa Claro Hall. Em São Paulo, o show contará com a participação de oito integrantes da bateria da escola de samba Vai Vai. No Rio, aparecerão no palco percussionistas da Mangueira. Quem assume o front do grupo é Ian Astbury, vocalista do The Cult. Seu esforço em evitar comparações com Jim Morrison é tão louvável quanto inútil. "Eu não estou substituindo Jim Morrison. Não estou preenchendo o espaço dele. O espaço que ele deixou não pode ser preenchido e eu não estou tentando fazer uma versão teatral e diluída de Jim Morrison. Só estou sendo eu mesmo", disse em recente entrevista. A banda esticou o nome para The Doors of the 21st. Century, algo como Os Doors do Século 21. Quem viu Ian cantando Light My Fire, L.A. Woman ou Love me Two Times jura que o homem tem a força de Morrison. Se não tiver, o ingresso terá sido pago por uma imagem com a qual Jim Morrison nunca sonhou: uma bateria de escola de samba tocando Break On Through com The Doors. Serviço - The Coors of the 21st. Century. 14 anos. Av. Nações Unidas. 17.955, tel.: 6846-6010. Hoje, 22 horas. De R$ 80 a R$ 250. Estac. c/ manob. R$ 15.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2004 | 15h32

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