O colecionador Hans Pokora avalia o mercado do vinil

Ex-hippie de 58 anos, Hans Pokora éautor do mais celebrado catálogo de discos de vinil raros, aosquais ele atribui cotações financeiras. Acaba servindo como umaespécie de Bolsa de Valores do vinil. Ele possui cerca de 8,5 mil discos de vinil raros em suacasa em Viena, Áustria. Álbuns dos quais, muitas vezes, nem ospróprios autores têm cópias hoje em dia e cujo valor pode chegara dez mil euros. Na sua relação de discos preferidos, ele citaForever Amber, da Inglaterra, que comprou por US$ 6 mil, edepois descobriu que o álbum era uma porcaria. Ainda assim, pelararidade, permanece no topo de sua lista de favoritos - comocolecionador, Pokora parece se decidir mais pela raridade do quepela qualidade. "Tenho apenas um velho gravador de fita e um toca-discos Não tenho CD player nem MP3, não é o meu mundo", afirma. Seunegócio é vinil. "O melhor investimento é o vinil em perfeitascondições, porque seu valor aumenta a cada ano. Os CDs não têmum valor real. Os velhos vinis são antiguidades e têmadmiradores em todas as épocas." Nos cinco catálogos já publicados por Hans Pokora, sódois discos brasileiros ganharam seis bolinhas - são o crème de la crème da raridade, com valor estimado em mais de mil euros.Um é o elepê Lula Cortes e Zé Ramalho, de 1975, que jamaisteve uma reedição (o próprio Zé Ramalho proíbe, segundo contam,porque Cortes teve o rosto estampado na capa e ele só noencarte). O outro é o álbum Sound Factory, de 1970 (não poracaso, o preferido de Luiz Antônio Torge, colaborador brasileirode Pokora). Essa nova edição do guia deu preferência para o rockbritânico, e álbuns do Peru, Chile, Argentina ficaram com espaçomais modesto. Há dois anos, a edição do Record CollectorDreams trazia 27 álbuns raros de sebos brasileiros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.