Novo Napster começa a vender música

É o fim da era Napster, pelo menos tal como o mais famoso serviço de troca de música pela internet ficou mundialmente conhecido. Depois de ficar cerca de 20 dias em teste, o Napster 2.0 começou nesta quarta-feira a vender músicas a US$ 0,99 por faixa a clientes nos Estados Unidos. Para a história do Napster, significa a sobrevivência, uma vez que a empresa foi processada pela poderosa indústria fonográfica e forçada a parar com o serviço de compartilhamento gratuito de músicas entre seus usuários. Para os 60 milhões de usuários do Napster original, fica a lembrança de uma época em que podiam interagir diretamente com pessoas de outras partes do mundo, conhecer seus gostos musicais, aprender sobre música e se divertir online. Não que a prática não continue em outros serviços, como o Kazaa e o Bit Torrent. Mas a troca gratuita de música entre usuários está com os dias contados. A RIAA, Recording Industry Association of America, que reúne as grandes gravadoras dos EUA, vem abrindo processos contra usuários deste serviços desde agosto. Vários já terminaram em acordo, mas a ameaça de ter que pagar às empresas multas de até US$ 150 mil intimidou muitos ouvintes. Com isso, ganhou força a idéia de uma solução intermediária, ou seja, vender música pela internet, mas a baixo preço. É o caminho que vem sendo trilhado por serviços como o iTunes, da Apple, e o MusicMatch. Até agora dominantes do mercado de venda online de músicas, estes dois sistemas vão enfrentar a concorrência do Napster 2.0. E, sem levar em conta a marca mais conhecida quando o assunto é ouvir músicas na rede de computadores, o novo Napster já sai na frente por outra razão: oferece, ao mesmo preço, mais músicas que seus concorrentes. Os três serviços vendem as músicas individualmente, a US$ 0,99. Mas somente o Napster 2.0 tem um acervo de 500 mil canções. O iTunes oferece 400 mil e o MusicMatch, mais modesto, tem 200 mil. A Roxio, empresa que comprou o Napster original e contratou o dono da idéia, Shawn Fanning, como consultor, não tem planos ainda para lançar o serviço na Europa. Assim, é claro, o Brasil também está fora do calendário da música online via Napster. Coisa de serviço pago. Agora, parece, vai ser sempre assim.

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