Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Rock in Rio: 'O Brasil pode dar certo', diz João Barone

Nostalgia e clássicos dos anos 1980 marcaram show impecável dos Paralamas do Sucesso neste domingo, 20

João Paulo Carvalho, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2015 | 19h59

Os Paralamas do Sucesso sabem que vai ser difícil superar aqueles dois shows da primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Chamados de última hora naquela ocasião, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone colocaram fogo no festival. A performance é lembrada até hoje como uma das melhores da história, superando, inclusive, grandes nomes internacionais. Só para lembrar, astros como Ozzy Osbourne, Yes, AC/DC e Rod Stewart estiveram presentes.

Cientes disso, o que se viu na noite deste domingo, 20, foi um mar de nostalgia e uma história musical invejável. Os Paralamas merecem ocupar o espaço que ocupam hoje no rock nacional. São hits e mais hits, que fazem qualquer um cantar todas as letras.

Os Paralamas do Sucesso abriram os trabalhos no Palco Mundo na terceira noite do Rock in Rio com maestria. O power trio começou a apresentação ao som de Vital e sua Moto, clássico de 1983. Na sequência, uma versão frenética de Inútil, do Ultraje a Rigor, manteve o ritmo.

O trunfo dos Paralamas está na ordem das musicas do show. A banda não esconde nenhum hit. Óculos, Cuide Bem do seu Amor, Meu Erro, Calibre e O Beco: os sucessos saem de maneira espontânea. Em nenhum momento Herbert erra a mão ou perde o controle da coisa.

Os Paralamas não poderiam ficar de fora da edição mais nostálgica da história do Rock in Rio. A comemoração de 30 anos do festival necessitava da força do rock brasileiro.

A última música do show foi Que País é Este? "Estamos aqui lutando por um País melhor. O Brasil pode dar certo. Vamos acreditar", disse o baterista João Barone antes de a banda tocar o sucesso da Legião Urbana.

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