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Katy Perry quer o trono e até já deixou Beyoncé para trás

Quatro anos depois, a cantora está de volta ao Rock in Rio com mais prestígio e a tarefa de encerrar a edição 2015

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2015 | 11h00

Quando Katy Perry tomou o palco Mundo do Rock in Rio 2011, era o auge do disco Teenage Dream (2010) - o segundo dela desde que assumiu o pop e deixou a música cristã de lado. Era um público decididamente jovem, capaz de se conectar com a cantora que fez sucesso justamente por falar com uma geração que descobria a sexualidade como os últimos integrantes da chamada Geração Y. Ao “beijar uma garota e gostar”, como cantou no sucesso I Kissed a Girl e como tantos outros jovens experimentavam na puberdade, Katy encontrou seu público. Fez, ali no RIR, a celebração daquilo que havia construído até ali. Ora infantil, ora sensual, brincava com as barreiras e, veja só, até beijou um rapaz. 

Katy Perry não ocupava a posição de destaque à qual foi alçada nesta nova edição do RIR. A performance dela vinha antes de Rihanna, também de volta ao festival, mas foi escalada para encerrar o sábado, 26.

Agora, é com Katy que o festival capaz de reunir 595 mil pessoas se despedirá do Rio. Promovida, ela sobe ao Palco Mundo na madrugada desta segunda 28, com uma nova turnê. Nesta posição de destaque comprova a ligação do RIR com o pop. 

Em 2013, Katy lançou Prism, disco que vendeu 286 mil cópias na primeira semana só nos EUA, a melhor estreia dela, e chegou ao topo das paradas. Três anos depois de Teenage Dream, o pop de Katy cresceu com seus fãs. Roar, canção que abre o trabalho, é uma prova de que ela não deixará mais os outros dizerem a ela o que fazer. “Sou uma campeã e você ouvirá o meu rugido.” Os versos, convenhamos, não são dos mais inspirados, mas esclarecem quais são as intenções dela nesta nova fase. 

A turnê chamada The Prismatic World Tour, iniciada em maio de 2014, chegará ao fim em outubro. Após o RIR, a cantora ainda visita Curitiba (dia 29, na Pedreira Paulo Leminski) e depois segue por Chile, Colômbia, Porto Rico, Panamá e Costa Rica. Em uma análise de dados de janeiro, Katy fica atrás apenas dos Rolling Stones, Justin Timberlake e One Direction, na lista de turnês mais rentáveis. Foram mais de 1,4 milhão de ingressos vendidos. 

Katy liderou o ranking de mulheres do pop e deixou para trás Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna. O grande trunfo de a turnê permanecer na ativa e com sucesso é a quantidade de singles vendáveis que surgiram de Prism. 

As harmonias vocais de Unconditionally são mais bem trabalhadas e sensatas, se comparadas à canção antecessora. Já Dark Horse, outro single, aproxima-se do rap, com batidas pesadas e a participação do rapper Juice J. Em 2011, ela apresentou um mundo colorido e doce. Agora ela quer o trono do pop do Rock in Rio. Katy Perry beijou a garota, gostou, mas quer mais. 

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