Jotabê Medeiros/ Estadão
Jotabê Medeiros/ Estadão

No Lollapalooza, Johnny Marr é elo perdido do rock

De camisa escura de mangas compridas, totalmente empapado de suor, músico trouxe ao Lollapalooza a porção guitar hero

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2014 | 15h37

 Johnny Marr, de camisa escura de mangas compridas, totalmente empapado de suor, trouxe ao Lollapalooza Festival  a porção guitar hero que lhe faltava. Ele abriu seu show, no palco principal (ao contrário dos conterrâneos chilenos, que o relegaram a um palco secundário) com The Right Thing Right.

Seu estilo melódico, quase mínimo, sem apelar para solos grandiosos, sua fleuma britânica (aquele jeito de "i don't care" eterno), a banda de meninos: tudo era meio diferente, operário, antiglamouroso.

"Essa canção é dedicada ao New Order", disse Johnny Marr, antes de cantar a canção eletrônica Getting Away With It. Interessante conexão, porque os Smiths, a banda original de Marr, tinha altíssimo componente dance, e o New Order foi o primeiro grupo a contaminar o rock com o elemento da dança eletrônica. É como se o guitarrista estabelecesse uma conexão que tinha se perdido, uma maneira didática de informar os mais jovens sobre como se deu esse processo que resultou em Franz Ferdinands e outros grupos.

Depois, ele veio com a incendiária I Fought the Law, tornada famosa pelo Clash (mas que é cover do The Crickets, uma canção de 1966), com vários berros ao microfoneantes de executá-la. Tocou três canções dos Smiths: Bigmouth Strikes Again, How Soon is Now e There's a Light that never goes out. O suficiente para eletrizar a modesta plateia que o assistia - pequena, mas bem informada.

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