No Lollapalooza, Cone Crew homenageia Chorão e faz críticas a Restart e Criolo

Cariocas também falaram de polêmicas recentes: 'Quem estupra merece morrer. Pessoas assim não valem nem o chão que pisam'

João Paulo Carvalho, O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2014 | 17h55

O rap e o rock se encontraram no Palco Perry do festival Lollapalooza na tarde deste domingo, 6, no Autódromo de Interlagos. Em uma apresentação explosiva, o grupo de rap Cone Crew Diretoria fez um show frenético e homenageou Chorão e Champignon, ex-integrantes da banda Charlie Brown Jr.

"O Lollapalooza é um dos maiores festivais de rock do mundo. O rock que, para quem não sabe, é uma das nossas influências. Dedicamos essa música a um grande mestre desta vertente. Chorão, essa aqui é para você, irmão. Estamos juntos, Champignon", disse Maomé, um dos integrantes do grupo também formado por Rany Money, Cert, Batoré, Ari e Papatinho.

Com o microfone nas mãos as rimas agressivas do grupo carioca ganham vida e geram polêmicas. Restart e Criolo não passaram ilesos pelo grupo. "Restart, bando de otário e Criolo é enganação". A apresentação do Cone Crew Diretoria é dura, com palavras fortes, como tem de ser o rap. "Quem estupra merece morrer. Pessoas assim não valem nem o chão que pisam", afirmaram.

A banda carioca é influenciada por Racionais MC,  Charlie Brow Jr, 2Pac, Gabriel O Pensador e Planet Hemp. As letras e rimas polêmicas falam sobre legalização da maconha, política e desigualdade social.

No final de 2010, o Cone Crew chegou a ter problemas com a polícia. Durante uma apresentação em Curitiba, os rappers gritaram palavras contra a polícia e, antes da apresentação terminar, os instrumentos e luzes do local foram desligados.

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