Leo Souza
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Ney Matogrosso na Variant: 'Meu presente de Natal? Quero que a humanidade tome outro rumo'

O último passageiro da segunda temporada da série 'Na Variant' não tem medo de perguntas nem de envelhecer. "Quando chegar minha hora, vou dizer apenas 'adeus, estou indo'"

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2019 | 10h00

Ney Matogrosso, 78 anos, o último passageiro da série 'Na Variant', do jornalista Julio Maria, andou em uma manhã pelas ruas de Campo Belo, em São Paulo, para falar de seus 78 anos ("ainda consigo fazer tudo aquilo no palco"), lembrar dos dias em que quase saiu nas ruas para conter a multidão quando servia na Polícia da Aeronáutica (era 1961, ficou tenso porque Jânio Quadros renunciou) e contar que a música que mais considera sua sem tê-la composto é 'Rosa de Hiroshima'  (os versos de Vinicius de Moraes musicados por Gerson Conrad, do Secos e Molhados). Ele lembrou ainda que teve uma Brasilia nos anos 1970 (que batia no carro de trás sempre que tentava parar em uma ladeira) e fez uma análise sobre 2019 que só não é pessimista quando fala de seu próprio trabalho. "Foi um ano horroroso para o Brasil e horroroso para o mundo, mas ainda assim entro 2020 com muito trabalho. Sempre fui uma pessoa protegida". Ao final, com a voz fria por ser de manhã, cantou um trecho de 'Balada do Louco'.

A série 'Na Variant', idealizada por Julio Maria e produzida pela TV Estadão, acaba de receber o Prêmio Estadão de Melhor Projeto Original. A terceira temporada será exibida em fevereiro. Os episódios exibidos até hoje estão em:  https://arte.estadao.com.br/cultura/na-variant/

 

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