Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

New Order derruba teoria de 'banda de tiozinhos' e incendeia Lollapalooza

Mais de 20 milhões de discos vendidos desde 1980 não diminuem a lenha no fogo que este grupo ainda é capaz de provocar

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2014 | 21h17

As piadas não vingaram. Ao subir ao palco para encerrar a programação do Palco Interlagos, o New Order já havia derrubado a teoria dos que sustentam ser esta uma 'banda de tiozinhos', ser este o dia em que os velhinhos iriam cansar.

Não foi o que se viu na plateia que recebia pelo menos metade do público de 80 mil que estava em Interlagos no momento do início show, às 20h30. Mais de 20 milhões de discos vendidos desde 1980 não diminuem a lenha no fogo que este grupo ainda é capaz de provocar.

Bernard Summer deixou uma longa introdução de sintetizadores fazer o clima, esperou calmamente a plateia atingir um certo grau de ebulição e apareceu com uma camisa da Seleção Brasileira. Um certo populismo desnecessário e já de pouco efeito, mesmo em ano de Copa. Depois, estendeu a camisa sobre um amplificador e empunhou sua guitarra. A plateia fez o coro de 'New Order, New Order' e ele respondeu. "Nós somos o New Order, nós estamos em São Paulo, nós estamos no Brasil". Tentou provocar. "Manchester United", gritando o nome do time inglês. Ouviu algumas vaias e se redimiu. "Ok Brasil!" Só então começou o show.

Havia uma expectativa por sucessos, por um show generoso com o passado, sobretudo depois do bailão anos 80 que o grupo fez na edição do Lolla do Chile. E ela foi atendida. Singularity, Ceremony, Bizarre Love Triangle, Blue Monday. Sua lista prometia ferver. Bons tempos em que almas e máquinas andavam juntas.

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