Marília Figueiredo
Marília Figueiredo

Neto de Pixinguinha faz live com dez peças inéditas do compositor

Projeto, concebido por Marcelo Vianna e Henrique Cazes, teve início em 1980, com cuidadosa pesquisa de acervo do IMS 

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2021 | 05h00

A memória do músico Pixinguinha (1897-1973) será celebrada nesta quarta, 22, às 20 h, quando começa uma live (no YouTube do CCBB) com a execução de dez peças inéditas do grande compositor de Carinhoso. Trata-se do projeto Pixinguinha Como Nunca, concebido por Henrique Cazes (que assina a direção musical) e Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha, a partir de cuidadosa pesquisa no acervo do instrumentista que o Instituto Moreira Salles (IMS) mantém desde 2000.

“Pixinguinha criava música sem parar, compunha, fazia arranjos e orquestrações o tempo todo. Essa era a sua vida”, afirma Vianna, também responsável pela direção artística e que participa como cantor nessa live, com os clássicos Rosa e Carinhoso.

Cazes vem trabalhando nesse material desde os anos 1980. “Em 1985, eu queria aprender a orquestrar como Pixinguinha e comecei a pesquisar a fundo os seus arranjos. E encontrei na Biblioteca Nacional o caderno da Brasília Orchestra, editado em 1948 pelos Irmãos Vitale, com arranjos inéditos em disco”, conta ele. “Lançamos esse material pela Kuarup em 1988, quando conheci o Alfredinho, filho do Pixinguinha. Ele abriu o baú, trocamos muito.” 

Para a live, a dupla reuniu um sexteto com instrumentistas nem sempre identificados com o universo do choro. “Ao fazer os arranjos, usei com liberdade a rearmonização”, diz Cazes. “E há surpresas, como a polca Jagunça, que começa com um ambiente tradicional e tem uma terceira parte que parece uma obra de Michel Legrand.”

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