Negada liberdade ao assassino de Lennon

Pela terceira vez, a comissão de liberdade condicional do Estado de Nova York rejeitou o pedido de libertação do assassino de John Lennon, Mark David Chapman, que foi condenado à prisão perpétua. Chapman matou o ex-Beatle na porta do edifício Dakota, onde morava, pouco depois de ter pedido um autógrafo a ele.Mesmo condenado à prisão perpétua, Chapman poderia pedir liberdade condicional após 20 anos de cárcere. Mas, segundo a comissão, "depois de uma entrevista pessoal, do estudo de seu caso e de uma deliberação, sua libertação condicional neste momento foi rechaçada", assinala o texto que apresenta o veredicto da comissão.Segundo o parecer, as "intenções extremamente malignas" que Chapman demonstrou nomomento do crime, quando disparou várias vezes contra Lennon, levaram à decisão de mantê-lo preso."Colocá-lo em liberdade neste momento solaparia significativamente o respeito à lei", prossegue o texto. Além disso, sua "conduta durante um longo período mostrou uma clara falta de respeito à vida e submeteu a esposa da vítima (Yoko Ono), que presenciou o crime, a um sofrimento enorme".Até 20 de outubro de 2006, Chapman não poderá apresentar um novo pedido de liberdade condicional.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2004 | 14h07

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