‘Não suportaria ficar escondida’, diz Daniela Mercury

Cantora diz que a revelação não foi uma resposta direta às declarações do pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

O Estado de S.Paulo,

06 de abril de 2013 | 21h10

Pela primeira vez desde que assumiu seu relacionamento com a jornalista Malu Verçosa, na semana passada, a cantora Daniela Mercury deu entrevistas sobre o assunto. Ao G1 e à revista Veja, falou de amor, da maneira como sua família recebeu a notícia e diz que a revelação não foi uma resposta direta às declarações do pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Daniela afirma, porém, que as polêmicas recentes tiveram um peso em sua decisão.

“Claro que nesse contexto político, a inadequação desse deputado ao posto, tudo isso me deu força. Mas eu acho que, quanto mais se falar das relações homossexuais, mais elas vão se tornar naturais para as outras pessoas”, afirmou Daniela à revista Veja.

“Quero ser aceita, ter liberdade. Não suportaria ficar escondida. E o único jeito de não ficar escondida, com medo das fofocas, foi tratar isso como uma coisa natural – que, de fato, é.”

Ela contou que conversou com seus pais e filhos, um por um. O pai disse que não entendia direito a escolha da filha, mas que a amava. “Minha filha de 15 anos perguntou se eu estava feliz e eu disse que sim. Depois que eu e Malu colocamos as fotos na internet, ela me mandou uma mensagem: ‘Vocês estão fazendo a maior confusão’. E, logo depois, mandou outra: ‘Vocês estão lindas nas fotos”, diz a cantora.

Daniela afirma que já havia tido outras relações com mulheres – a primeira, em 1991. O envolvimento, porém, nunca havia sido assumido publicamente. “Foi muito ruim. Vivia com medo do que a imprensa e os paparazzi pudessem fazer conosco. Nunca neguei que tivesse estado com mulheres. Quem estava à minha volta, meus filhos e amigos, sabiam. Só nunca tornei a coisa pública.”

Perguntada se é bissexual, Daniela disse que se apaixona por pessoas. “Não separo por gênero. Se houvesse uns ETs charmosos por aí, eu ia querer conhecer também. Sou curiosa, sou aberta. Amor não escolhe o sexo. Acho que as pessoas se apaixonam, se amam e pronto.”

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